30 de junho de 2017

Mielikki

۞ ADM Sleipnir



Mielikki ("boa senhora") é a deusa finlandesa das florestas e da caça, assim como a protetora dos animais. Ela é referida em vários contos como sendo consorte do deus da florestas Tapio, e mãe das deusas Nyyrikki e Tuulikki.  Seu animal totêmico era o urso, e conta-se que ela protegia os filhotes de urso até que estes se tornassem adultos.


No Kalevala, o épico nacional finlandês, o herói Lemminkäinen oferece preces a ela e a Tapio, além de uma oferta de ouro e prata, para que os deuses permitam que ele capture o alce Hiisi. Em outra passagem, Mielikki é convidada a proteger o gado pastando na floresta. Em um país onde a floresta era central para fornecer alimentos através da caça, da colheita e do pastoreio de gado, era importante manter Mielikki do seu lado. 

Mielikki é conhecida como uma habilidosa curandeira, que cura as patas de animais que escaparam de armadilhas, ajuda filhotes de pássaros que caíram de seus ninhos e trata as feridas dos Tetrazes após suas exibições de acasalamento. Ela conhece bem as ervas curativas e também ajuda os seres humanos se souberem lhe pedir da maneira certa. Tanto ela quanto Tapio eram invocados para atrair a fertilidade humana, animal e vegetal.

Cultura Popular

Mielliki é citada na música Elvenpath da banda finlandesa de metal Nightwish. Ela também aparece em Dungeons & Dragons, na campanha The Forgotten Realms.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

28 de junho de 2017

Xiangliu

۞ ADM Sleipnir


Xiangliu (ou Xiangyou, chinês : 相 柳) é uma serpente (ou dragão) mitológica chinesa, e portadora de nove cabeças. Algumas ilustrações descrevem essas nove cabeças como cabeças humanas.

De acordo com o Shan Hai Jing (chinês 山海經, "Clássico das montanhas e mares"), Xiangliu era um servo do deus das águas Gong Gong. Ele devastava a ecologia em todos os lugares por onde passava, deixando nada além de ravinas e pântanos desprovidos de vida animal. 

Xiangliu foi morto por Yu, O Grande, primeiro governante e fundador da Dinastia Xia, ou segundo uma versão moderna, pela deusa Nu Kwa, após ser derrotado pelo deus do fogo Zhu Rong.

Estátua de Yu enfrentando Xiangliu, localizada no Dayu Myth Park, em Hubei, China


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

26 de junho de 2017

Oceano

۞ ADM Sleipnir



Oceano (do grego Ὠκεανός, Okeanós) é um dos titãs da mitologia grega, filho primogênito de Urano e Gaia. Ele era a personificação de um imaginário rio de água doce que de acordo com o poeta Homero, rodearia o mundo habitado. Oceano era o deus das águas correntes, do fluxo e do refluxo e a origem de todas as massas líquidas e fontes de água doce do mundo. Ele também era visto como o deus que regulava o nascer e o pôr dos astros que, segundo se supunha, emergiam e submergiam em seu reino aquoso nos confins da terra.

Sua irmã e consorte era a titânide Tétis, que aparentemente distribuía suas águas por meio de cavernas subterrâneas aos filhos do casal que, segundo a Teogonia de Hesíodo, incluíam três mil deuses-rios e de igual número de oceânidas.

Nas margens do Oceano e em suas ilhas, encontravam-se muitos lugares míticos, inclusive o reino de Hades. Tal conceito torna compreensível geografia das gestas de Héracles e de Odisseu, que se deslocam de um ponto cardeal a outro pelo Oceano, bem como a localização dos Jardins das Hespérides, das Górgonas, de Ogígia e dos Hiperbóreos.

Oceano pode ter sido identificado com Ofião, titã que nos mitos órficos governou os céus antes de ser derrotado e atirado por Cronos ao rio que circunda o mundo.


A partir da época helenística, quando mudaram as concepções cosmológicas dos gregos, Oceano passou a ser identificado com os grandes corpos de água salgada que vieram a ser conhecidos pelos gregos, o Atlântico (também conhecido como "Mar Oceano") e o Índico , enquanto Poseidon passou a ser considerado como o deus do Mar Mediterrâneo. Oceano passou a ser representado com atributos marinhos, Tétis se tornou representação da fecundidade do mar e as oceânidas, ninfas do mar aberto.

Iconografia 

Nos mosaicos helenísticos e romanos, Oceano recebeu atributos mais marcadamente marinhos. No lugar dos chifres, tinha frequentemente garras de caranguejo e também podia carregar um remo e embalar um navio.


Um vaso de 580 a.C. mostra Oceano no casamento de Peleu e da nereida Tétis (não confundir com a titânide esposa de Oceano) com uma cauda de serpente, levando um peixe numa mão e uma serpente na outra, para representar abundância e profecia. Outras vezes, era representado como os outros deuses-rios, ou seja, era representado da cintura para cima como um homem musculoso com chifres e barba longa e da cintura para baixo como uma serpente.


 
Mitos 

Segundo a mitologia, Oceano recusou-se a ficar ao lado de Cronos em sua revolta contra Urano. Na maioria das variantes da guerra entre os Titãs e os Olímpicos, a Titanomaquia, Oceano, assim como Prometeu e Têmis, também não toma partido e permanece à margem do conflito.

Na Ilíada, o escudo de Aquiles, forjado por Hefesto, é cercado, como o próprio mundo que representa, pelo Oceano: Na orla esculpiu do enorme rijo escudo / A ingente força do Oceano rio. Hera, ao pedir licença a Zeus para ausentar-se, alega que vai visitar Oceano para reconciliá-lo com Tétis:


Concede-me os desejos com que dornas
Humanos e imortais: aos fins do globo
Visitar o Oceano pai dos deuses
E a Tetis madre vou, que em seus palácios,
Tomada a Reia, me criaram, quando
Exul a terra e ao mar ínsemeável
A Saturno arrojou previsto Jove:
Congraçá-los pretendo; há largo tempo
Do amor se abstém, de cólera assaltados.
Se os reduzo no leito a se afagarem,
Ser-lhes-ei cara sempre e veneranda.

Em sua viagem às Hespérides, Héracles forçou Hélios a emprestar-lhe sua carruagem dourada para cruzar o Oceano. Quando este começou a sacudir a carruagem, Héracles o ameaçou e acalmou suas águas. A jornada de Héracles na carruagem do sol sobre Oceano é um tema frequente nas pinturas de vasos áticos.

Arte de Jorge Ordoñez Chilaron

Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

23 de junho de 2017

Teke-teke

۞ ADM Sleipnir

Teke-teke (ou Tek-Tek, em jap: テケテケ) é uma assustadora lenda urbana japonesa sobre uma garota que caiu de um trem e acabou sendo partida ao meio pelo mesmo. A pobre garota demorou a morrer, sem receber nenhum tipo de socorro ou ajuda enquanto agonizava nos trilhos. Após sua morte, ela se tornou um espírito vingativo (onryō), que vaga pela noite em estradas escuras, arrastando seu torso no chão e carregando em suas mãos um objeto cortante (geralmente uma foice ou um facão). O nome teke-teke é uma onomatopéia referente ao som que a sua foice ou facão faz ao bater no chão enquanto ela se arrasta.

 
Alguns dizem que ela está procurando por suas pernas, que foram perdidas quando foi cortada pela metade. Outros dizem que ela está brava com a humanidade por não ter ajudado ela quando estava morrendo, e que ela simplesmente está fora para matar o maior número possível de pessoas.

Apesar de não ter pernas, ela pode se mover incrivelmente rápido, mas tão rápido, que ela pode até alcançar as vítimas que estejam fugindo de carro. Quando ela consegue alcançar suas vítimas, ela as corta ao meio, e rouba suas pernas.
 
Como acontece com a maioria das lendas urbanas, existem tantas versões da história sobre a Teke-teke que é impossível saber qual é a história original ou onde a mesma começou. Cada localidade possui sua própria versão da história, com detalhes diferentes. Em algumas histórias, a garota foi vítima de um trágico acidente; Em outros, ela cometeu suicídio. Em algumas histórias, certos encantos mágicos podem protegê-lo de sua ira; em outros, nada pode protegê-lo e você certamente morrerá. Em algumas versões, as vítimas da Teke-teke também se tornam Teke-teke.  

Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

21 de junho de 2017

Koieré, O Machado Cantante

۞ ADM Sleipnir

Réplica do machado koieré, exposta na Casa da Cultura Indígena (http://www.iande.art.br/)

Os índios krahós, do rio Tocantins, possuíam outrora um machado mágico 
chamado koieré. Sua lâmina era feita de pedra, em formato de âncora, e ele era usado tanto na guerra quanto nas cerimônias religiosas da tribo. Os krahós viviam em guerra com seus vizinhos. O seu maior desafeto eram os krolkametrás, uma tribo rival.

Certa feita, as duas tribos estavam se enfrentando, quando uma flechada certeira abateu o portador do machado cantante. O valente guerreiro krahó caiu para um lado, e o machado, para o outro. Como um raio, o matador correu e apoderou-se da arma.

Agora o koieré pertence aos krolkametrás! – urrou ele, brandindo no ar o machado.

Finda a matança, todos voltaram satisfeitos para as suas casas, cada lado levando os inimigos mortos para serem assados nas grelhas. Mas quem ia feliz mesmo era o novo portador do koieré, que era casado com uma bela índia. Antes mesmo de chegar em casa, decidiu que, agora que se tornara um personagem importante da aldeia, deveria arrumar coisa ainda melhor do que a sua bela índia. Não demorou muito, apareceu uma candidata, e o índio se mudou para a oca dela. Na pressa, porém, acabou esquecendo o machado dependurado em cima da sua rede.

Durante a noite, a índia abandonada escutou por entre os intervalos dos seus soluços o machado falar-lhe:

Mamãe, vamos passear!

Índias são muito maternais. Por algum motivo, o machado passara a chamá-la de mamãe, e bastara isso para ela ficar enternecida com o objeto. Tomando-o nos braços, ela saiu porta afora para passear. Durante a noite inteira a índia enjeitada embrenhou-se pelas matas, enquanto o machado lhe ensinava todas as canções de amor e de guerra dos krahós. Logo, toda a aldeia ficou sabendo do caso, e a notícia se espalhou, chegando à aldeia dos krahós. Então, o irmão do primitivo dono do machado decidiu recuperá-lo.

A esta altura, o novo dono já havia retomado o objeto e foi com raiva que recebeu a visita do emissário.

De forma alguma o restituirei! – bradou ele.

Mas o cacique da tribo disse que havia regras que o obrigavam a restituir o objeto aos inimigos.

Anhangá e maldição! – rosnou o novo dono. – Pois saibam que só o restituirei àquele que me vencer na corrida de toras! 

Corrida de toras era uma competição que os índios disputavam tendo atravessada às costas uma tora de madeira de cerca de um metro de comprimento
.
Quem me vencer poderá não só levar de volta o machado como me matar e comer a carne do meu corpo! – disse o desafiante, seguríssimo.

O emissário retornou aos krahós e repetiu ao pretendente o desafio.

Corrida de toras nenhuma! – disse este. – Vamos reaver o koieré à força!

Então os krahós armaram-se de flechas e porretes e rumaram para a aldeia dos krolkametrás, prontos para mais uma bela dança das flechas. Quando chegaram à divisa da aldeia inimiga, foram lançados ao ar os brados de guerra das duas tribos valorosas, e as flechas assoviaram de novo, para valer. Mas quem mais trabalhou foi, como sempre, o machado mágico, que não parou de cantar um segundo enquanto levava adiante a sua obra guerreira de ceifar vidas, desta vez as dos krahós, seus antigos donos.

A certa altura, porém, o novo dono do machado viu-se cercado por algumas dezenas de adversários e não teve alternativa senão correr com machado e tudo. Não sabemos que espécie de canção o machado entoou na fuga, mas o fato é que, ao enfiar o pé num buraco de tatu, o krolkametrá foi ao chão e perdeu, além do machado, a própria vida, estraçalhado pelas lanças adversárias.

E foi assim que o koieré voltou à tribo dos índios krahós.

fonte:
  • Livro "As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro", de A.S. Franchini

Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

19 de junho de 2017

Renpet

۞ ADM Sleipnir

Arte de Heather Feather

Renpet
foi uma antiga deusa egípcia que personificava a fertilidade, a primavera e a juventude. Ela era conhecida como a "Senhora da Eternidade" e seu nome era usado para expressar o termo "ano". 

Ela é descrita como uma jovem mulher vestindo um ramo de palmeira sobre sua cabeça. A palmeira representa o "tempo" e este glifo aparece regularmente em monumentos e documentos em toda a história egípcia, como no início da frase que registra o ano do reinado do faraó.

Renpet foi adorada nas cidades de Mênfis e Faium, e era considerada um aspecto da deusa Ísis.

Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

16 de junho de 2017

Cassiel

۞ ADM Sleipnir

Arte de Daniel Kamarudin
Cassiel (hebraico קפציאל; também chamado Castiel, Casiel, Mocoton, Kafziel, Qafsiel, Qaphsiel, Qaspiel e Quaphsiel) é um anjo da religião judaico-cristã pós-bíblica, mas notadamente a cabala. Diferente da maioria dos outros anjos, Cassiel é conhecido por simplesmente observar os eventos do cosmos sem causar grande interferência. É o anjo da solidão e das lágrimas e é também aquele que preside a morte de reis e possivelmente chefes de estado. Ele é inserido em algumas listas como um dos sete arcanjos, nestas listas geralmente é associado ao sétimo paraíso.

No misticismo judeu e na mitologia mesopotâmica, Cassiel é associado ao planeta Saturno e com a direção cardeal norte. Ele também é o controlador da nossa Lua.

No texto mágico Berit Menuchah, Cassiel é associado à Kefitzat Haderech, a habilidade de viajar rapidamente pelo espaço. Feitiços mágicos usando o seu nome são lançados para criar destruição, para dispersar multidões, fazer alguém vagar sem rumo ou cair da sua posição de poder.

Antigos amuletos judaicos com o seu escrito são usados para afastar inimigos. O nome do anjo era escrito no amuleto junto do nome do(s) inimigo(s) que se desejava afastar usando o sangue de uma ave e então era amarrado à uma pomba que era solta. Se a pomba voasse livremente significava que o(s) inimigo(s) seriam afastados; se ela se recusasse a partir, significaria que o inimigo continuaria na vida da pessoa.


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

14 de junho de 2017

Julunggul, a Serpente Arco-Íris

۞ ADM Sleipnir


Julunggul (também chamada Yurlunggur, Ungur, Wonungur, Galeru, Worombi, Langal, Ngalyod ou Muit) é uma divindade da mitologia aborígene australiana, cultuada como a criadora e preservadora da vida, da água e da fertilidade. Às vezes vista como um ser masculino, e outras como feminino, Julunggul éa grande serpente do arco-íris, que segundo algumas histórias, emergiu de um olho d'água durante o Tempo do Sonho, ou segundo outras, desceu do céu. 


Na maioria das histórias, conta-se que seu deslizar sinuoso pelo continente criou os vales, montanhas e rios. Ao terminar a criação, ela retornou para sua nascente no Tempo do Sonho. Um dia, Waimariwi e Boaliri, um par de divindades irmãs conhecidas como irmãs Wawalag, pararam na nascente para descansar. Enquanto Boaliri acendia uma fogueira, Waimariwi entrou na nascente para buscar água para que pudessem cozinhar algo para comer. Acidentalmente, Waimariwi deixou uma gota de sangue mestrual cair na água, justamente no momento em que Julunggul bocejava. Julunggul engoliu aquela gota de sangue, e enojada, emergiu da nascente criando uma enorme onda sobre a terra, enquanto engolia as irmãs Wawalag e tudo mais o que encontrava pela frente.


Ao alcançar o céu, Julunggul foi picada por um espírito inseto que a fez vomitar tudo o que havia engolido de volta para a Terra. Ela repetiu o processo inúmeras vezes, até que completamente exausta, deixou todos os animais, plantas e pessoas onde caíram e então desapareceu no céu, deixando o mundo povoado com plantas e criaturas.

Em muitas histórias, Julunggul odiava a visão de sangue, e recusava qualquer oferenda deste tipo. Em vez disso, seus adoradores dançavam, balançavam-se e cantavam músicas repetitivas para honrá-la.


fontes:
  • Livro "A Bíblia da Mitologia", de Sarah Bartlett;
  • Livro !Mitos & Lendas!, de Philip Wilkinson.
Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

12 de junho de 2017

Berberoka

۞ ADM Sleipnir



Berberoka é uma criatura devoradora de homens que de acordo com o folclore filipino habita em rios, pântanos e lagos das províncias remotas de Abra, Apayao e Ilocos Norte

Para atrair suas vítimas, ela bebe um grande volume de água do local onde se encontra, fazendo o nível da água diminuir. Com isso os peixes do local ficam mais visíveis e mais fáceis de serem pegos. Isto acaba atraindo a atenção de pescadores incautos, que logo chegam ao local para pescar.

Arte de Patrick Gonzaga
Assim que suas vítimas entram na água para tentar pescar os peixes, a criatura aparece e vomita toda a água que havia ingerido antes. Os pescadores que estiverem dentro d'água acabam sendo arrastados para o fundo dgua  e devorados pelo Berberoka. Caso estejam num barco, o Berberoka irá virá-lo, e seus ocupantes terão o mesmo destino.

Não existe uma descrição clara de como é um Berberoka. Alguns o retratam como uma criatura similar a um monstro do pântano, coberto de folhagens e musgo, já outros o retratam como uma espécie de peixe capaz de se camuflar e se esconder no ambiente.
Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

9 de junho de 2017

Mitologia e Futebol

۞ ADM Sleipnir 


Essa é uma postagem especial para os amantes de mitologia e também de futebol. Vários clubes ao redor do mundo, principalmente na Europa, adotaram deuses e heróis mitológicos como marca. Trago nesta postagem os principais clubes e a mitologia por trás de seus nomes.

Ajax


O clube mais famoso a adotar um personagem mitológico como nome é o Ajax de Amsterdã, um dos maiores da Europa, vencedor de 4 Champions League e de mais de 30 títulos nacionais. A equipe da capital holandesa adotou em seu nome e escudo Ájax, o Grande, filho de Télamo e primo do famoso herói Aquiles, a quem acompanhou durante o treinamento com o centauro Quíron. Ájax aparece na Ilíada, como um guerreiro valente e forte, que inclusive chega a enfrentar Heitor. Sua morte, ou suicídio já que ele mesmo decide tirar sua própria vida, é contada nas Metamorfoses de Ovídio. Um fato que talvez tenha influenciado a decisão dos fundadores da equipe, é que Ájax é o único herói homérico que deve todas as suas virtudes ao ser humano. Não recebeu ajuda de nenhum deus e não foi ferido em nenhuma batalha. Curiosamente, a equipe holandesa não foi a única a recorrer a este guerreiro. Inspirados no mesmo personagem, foram batizados o Ajax Lasnamae, da Estônia, fundado em 1993, e o Ajax Tavrou, da Grécia, fundado em 1965.



Escudo do Ajax Tavrou

Escudo do Ajax Lasnamae

 Héracles\Hércules

 
Um dos heróis mais famosos, Héracles (grego) ou Hércules (romano) é um semi-deus, filho bastardo de Zeus, e uma das figuras mais discutidas e representativas da era clássica grega, sendo um grande exemplo de força, determinação e heroísmo. Vários clubes de países diferentes adotaram seu nome, como o Hércules de Alicante (da Espanha), o Heracles Almelo (da Holanda) e o Iraklis (da Grécia)

Da esquerda para a direita, os escudos do Iraklis, do Hércules de Alicante e do Heracles Almelo
O Cádiz CF, da 2ª divisão espanhola, usa em seu escudo a imagem do próprio Héracles, acompanhado por dois leões e dois pilares. Segundo a mitologia romana, o herói teria colocado dois pilares no Estreito de Gribaltar, marcando o limite até onde os navegadores mediterrâneos poderiam ir, pois acreditava-se que aquele era o limite do mundo.






 Atlas

No México, temos o Atlas Fútbol Club, clube fundado em 1916que tem seu nome inspirado no titã Atlas, um dos líderes da rebelião dos titãs contra os deuses olímpicos. Derrotado, Atlas foi condenado por Zeus a sustentar os céus sobre os seus ombros pela eternidade.
Escudo do Atlas Fútbol Club





UIisses

O Ulisses FC foi um clube armênio profissional de futebol, fundado em 2000 na cidade e capital da Armênia, Yerevan, e hoje encontra-se fora do cenário profissional. Em 2004, o nome do clube que era FC Dinamo foi alterado para FC Zenit-Dinamo por motivo de um novo patrocinador. Em 2006, o nome do clube é novamente mudado por causa de novos patrocinadores, passando a se chamar Ulisses FC. 

Escudo do Ulisses FC
Ulisses (Odisseu em grego) é o personagem principal da Odisséia de Homero, e é um dos guerreiros mais ardilosos da mitologia grega.

 Leia mais sobre a história de Ulisses AQUI

Fortuna

Dois times adotaram o nome da deusa romana da sorte, Fortuna. O Fortuna Sittard, da Holanda, fundado em 1968, traz em seu escudo a deusa Fortuna trazendo em seus braços uma cornucópia, símbolo de prosperidade e abundância. O outro clube é o Fortuna Dusseldorf. da Alemanha, fundado em 1895.



Escudo do Fortuna Sittard

Escudo do Fortuna Dusseldorf


Atalanta


Escudo do Atalanta Bergamasca Calcio

O Atalanta Bergamasca Calcio é um clube italiano de futebol da cidade de Bérgamo que disputa a Série A do Campeonato Italiano de Futebol. O clube foi fundado em 8 de outubro de 1907. O nome do clube foi tirado de uma personagem da mitologia grega, Atalanta. Atalanta era uma caçadora que fez acordo com um rei de só se casar com quem conseguisse vencê-la em uma corrida. Como era muito veloz, ela demorou muito a ser derrotada, o que só aconteceria por meio de um estratagema. Esse enredo foi o que motivou os fundadores a escolherem o nome do clube.

Ares

Escudo do Aris de Salonica

O Athlitikos Syllogos Aris, conhecido em português como Aris de Salonica, é um clube multiesportivo grego, fundado em 1914 na cidade de Salônica por um grupo de 22 jovens amigos. Eles lhe deram o nome do deus grego da guerra Ares, e o adicionaram ao seu. escudo juntamente com alguns símbolos do deus. Curiosamente, o clube rival do Aris de Salonica é o Iraklis, que leva o nome de Héracles.

No Chipre, temos o Aris Limassol, fundado em 1930, com o nome também baseado no deus Ares.

Escudo do Aris Limassol

Apolo

Também da cidade de Salônica, o clube Apollon Kalamarias, fundado em 1926,  leva o nome do deus grego da luz Apolo, e seu escudo contém o rosto do deus. O mesmo ocorre com o Apollon Limassol, do Chipre, fundado em 1954.

Escudo do Apollon Kalamarias
Escudo do Apollon Limassol


Hermes 

Também do Chipre, o Ermis Aradippou, fundado em 1958, toma o nome do deus mensageiro Hermes, que também figura em seu escudo segurando o bastão caduceu. O time disputa a primeira divisão do campeonato cipriota.

Escudo do Ermis Araddipou


Thor

O único clube dessa postagem que não se inspirou na mitologia greco-romana é o  Þór Akureyri, da Islândia. Fundado em 1915, jamais conquistou nenhum título no futebol. Seu escudo trás o deus nórdico do trovão, Thor, empunhando seu poderoso martelo Mjolnir.


Escudo do Þór Akureyri
Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!
Ruby