29 de junho de 2016

Qiong Qi

۞ ADM Sleipnir


Qiong Qi (em chinês: 穷 奇), é uma espécie de besta demoníaca citada no clássico texto chinês Shanhaijing ("Clássico das Montanhas e Mares"). Ela é descrita como sendo semelhante aos tigres na aparência, porém possui chifres, um par de asas gigantescas, além de latir como os cães.

Qiong Qi é dito ser uma criatura gananciosa e cruel, com uma dieta baseada em carne humana. Quando consegue capturar um ser humano, ela começa a roê-lo pela cabeça a té chegar nos pés, engolindo todos os seus ossos e até mesmo os cabelos.

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27 de junho de 2016

A Princesa Encantada de Jericoacoara

۞ ADM Sleipnir


A Princesa Encantada de Jericoacoara é uma lenda famosa do estado do Ceará. Jericoacoara é uma pequena localidade litorânea pertencente ao município de Jijoca, situado ao norte do estado do Ceará, e está localizada na enseada que tem o mesmo nome, em cuja ponta ergue-se um farol. Segundo a lenda, debaixo do morro do farol local existe uma gruta repleta de tesouros, e dentro desta gruta vive uma uma linda princesa encantada.

Perto da praia, quando a maré está baixa, há uma furna onde só se pode entrar agachado. Esta furna de fato existe. Só se pode entrar pela boca da caverna, mas não se pode percorrê-la, porque, está bloqueada por um enorme portão de ferro. A gruta e a princesa estariam além daquele portão. A princesa foi transformada através de magia numa serpente de escamas de ouro, só tendo a cabeça e os pés de mulher


O encanto da princesa só pode ser quebrado com sangue humano, e esse sangue deve ser obtido através de um sacrifício, que deve ser feito junto ao portão que impede a penetração na parte mais funda da gruta. Assim, no dia em que alguém for sacrificado junto do portão, abrir-se-á a entrada para um reino maravilhoso. Com o sangue, deve ser feita uma cruz no dorso da serpente, e então o encanto terá fim, surgindo assim a princesa com toda sua beleza, cercada de tesouros inimagináveis, e a cidade com suas torres douradas, finalmente poderá ser vista. Então, o felizardo responsável pelo desencantamento, poderá casar com a princesa cuja beleza é sem igual nesse mundo. Mas, como até hoje não apareceu ninguém disposto a quebrar esse encanto, a princesa, metade mulher e metade serpente, com seus tesouros e sua cidade encantada, continuam na gruta a espera desse "heroí".


No estado de Pernambuco, na cidade de Serra Talhada, antiga Vila Bela, existe uma lenda similar que também fala de uma gruta encantada, onde supostamente mora uma princesa serpente. Outros afirmam que esta gruta, seria na verdade, o Reino de Pedra Bonita, que ficava no sítio de Pedra Bonita, na mesma cidade, e onde viveu um povo muito místico e cruel. 



fonte:
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24 de junho de 2016

Heibai Wuchang

۞ ADM Sleipnir


Os Heibai Wuchang (chinês: 黑 无常 白 无常, literalmente "Impermanência Preta e Branca"), são duas divindades da mitologia chinesa encarregadas de escoltar os espíritos dos mortos para o submundo. Como seus nomes sugerem, eles estão vestidos em preto e branco, respectivamente. Eles são os subordinados de Yama, o governante do submundo na mitologia chinesa, ao lado dos guardas infernais Niu-Tou e Ma-Mian. Eles são adorados como deuses da fortuna em templos chineses em alguns países.

Em alguns casos, os Heibai Wuchang são representados como um único ser - em vez de dois seres separados - conhecido como Wuchang Gui (também romanizado Wu-ch'ang Kuei), literalmente "fantasma da impermanência". Dependendo da pessoa que encontra, o Wuchang Gui poderia aparecer como um deus da fortuna que recompensa a pessoa por praticar boas ações ou uma divindade malévola que pune a pessoa por praticar o mal.

Nomes Alternativos

No folclore, o nome do guarda branco é Xie Bi'an (謝必安; 谢必安), enquanto o nome do guarda negro é Fan Wujiu (范 無 救; 范 无 救). Eles são muitas vezes referidos como "Generais Fan e Xie" (范 謝 將軍; 范 谢 将军). "Bi'an" significa literalmente "definitivamente em paz", enquanto "Wujiu" significa, literalmente, "não pode ser ajudado".

Na província de Fujian e em países do Sudeste Asiático, como Cingapura e Malásia, eles são conhecidos como "Primeiro e Segundo Mestres"  (大二老爺; 大二老爷; Dà Èr Lǎoyé) ou "Primeiro e Segundo Tios"  (大二爺伯; 大二爷伯; Dà Èr Yébó; Tua Di Ah Pek/Tua Li Ya Pek)

Em Taiwan, eles são chamados de "Sétimo e Oitavo Mestres" (七爺 八爺; 七爷 八爷; Qīyé Bāyé).

Na província de Sichuan, eles são referidos como os "Dois Mestres Wu " (吳二爺; 吴二爷; Wú Èr Yé).



Iconografia

Xie Bi'an  é comumente retratado como um homem de pele clara vestindo uma túnica branca e um chapéu alto grafado com as palavras chinesas  一 見 發財 / 一 見 生財 ("Torne-se rico ao me encontrar")一 見大吉 ("Torne-se sortudo ao me encontrar"), ou 你 也 來 了("Você veio também"). Ele possui um leque em uma das mãos e uma algema ou placa de madeira na outra mão. Ele é geralmente descrito como o mais alto dos dois.

Fan Wujiu é tipicamente representado como um homem de pele escura vestindo uma túnica negra e usando um chapéu semelhante ao usado por Xie Bi'an. As palavras chinesas grafadas em seu chapéu são: 天下太平("Paz para o mundo") ou 正在 捉 你 ("Prendendo você agora"). Ele possui um leque em uma mão e uma placa de madeira quadrada na outra mão. A placa possui grafadas as palavras 善惡 分明 ("Fazendo uma distinção clara entre o bem e o mal") ou  獎 善 罰 惡 ("Recompensando o bom e punindo o mal"). Ele também carrega consigo uma longa corrente enrolada em um de seus braços.

Algumas estátuas deles retratam-los com rosnados ferozes em seus rostos e com longas línguas vermelhas saltando para fora suas bocas para espantar os maus espíritos. No entanto, às vezes eles possuem expressões faciais diferentes: enquanto Xie B'ian parece amigável e acessível, Fan Wujiu parece ser severo e feroz.



Lendas

A lenda mais comum sobre Heibai Wuchang diz que Xie Bi'an e Fan Wujiu costumavam trabalhar juntos como policiais em um yamen (escritório e residência de um magistrado na China imperial). Um dia, um condenado que eles estavam escoltando para outro local escapou durante a viagem. Eles decidiram se separar para procurar pelo fugitivo e se reunir novamente mais tarde debaixo de uma ponte em um determinado momento. No entanto, Xie Bi'an se atrasou devido à uma forte chuva e não chegou a ponte no horário combinado. Fan Wujiu, que havia conseguido chegar no horário, ficou esperando por Xie Bi'an debaixo da ponte. A chuva forte causou inundações na área sob a ponte, porém Fan Wujiu se recusou a sair, porque ele queria manter sua promessa com seu colega, e, eventualmente, se afogou. Quando Xie Bi'an finalmente chegou ao local, ele ficou muito triste ao ver que Fan Wujiu havia morrido afogado, então ele cometeu suicídio enforcando-se. O Imperador de Jade ficou profundamente impressionado com as suas ações, e então decidiu nomeá-los como guardiões do submundo.

Algumas versões de sua história de fundo são geralmente semelhantes a história acima em dois aspectos. Em primeiro lugar, os dois concordaram em se reunir em um determinado lugar em um determinado momento. Em segundo lugar, as formas como eles morreram. As diferenças residem em suas carreiras anteriores: Alguns acreditavam que eles eram oficiais militares (portanto, eles também eram chamados de "generais"), enquanto outros dizem que eles eram camponeses que viviam próximos um do outro.

Há outras histórias que dizem que os Heibai Wuchang têm diferentes origens, não relacionadas. Fan Wujiu era um canalha que perdia seu tempo e dinheiro com jogos de azar. Seu pai tentou discipliná-lo e forçá-lo a mudar seus modos, mas ele se recusou a ouvir. Um dia, ele perdeu todo o seu dinheiro e teve uma violenta discussão com seu pai ao voltar para casa. Seu pai perdeu o controle de si mesmo e acabou matando o filho. Após sua morte, Fan Wujiu foi enviado ao inferno, onde recebeu a devida punição. Ele se arrependeu e expiou seus pecados, fazendo várias boas ações. Os deuses foram tocados pelo seu arrependimento e o estabeleceram como o Guarda Negro da impermanência. Xie Bi'an, por outro lado, nasceu em uma família rica e tinha uma personalidade gentil. Certo dia, seu pai lhe enviou em uma incumbência com uma grande soma de dinheiro, mas ele se esqueceu da mesma e usou o dinheiro para ajudar uma família pobre em necessidade. Quando percebeu seu erro, ele sentiu vergonha de voltar para casa e enfrentar seus pais, e então cometeu suicídio. Após sua morte, os deuses consideraram suas boas obras e o estabeleceram como o Guarda Branco da Impermanência.



Xie Bi'an e a mulher que chorava perante um túmulo


Um dia, Xie B'ian estava em patrulha quando viu uma mulher e duas crianças chorando na frente de um túmulo. Ele foi até eles e perguntou a mulher o que aconteceu. A mulher era filha de um rico comerciante, dono de quatro lojas. Ela nasceu com a varíola, o que afetou sua aparência física. Sua mãe morreu de depressão depois de se sentir culpada pelo que aconteceu com sua filha. O comerciante tinha um servo astuto, que sabia que ninguém iria querer casar com a filha de seu mestre por causa de sua aparência. O servo considerou que se ele se casasse com ela, herdaria a riqueza do seu mestre quando o mesmo morresse, então ele fingiu gostar dela e, eventualmente, eles se casaram. Ela lhe deu dois filhos. Tudo ocorreu bem durante um tempo, até que o servo revelou suas verdadeiras intenções. Ele negligenciou sua família, passou a tratá-los com desprezo, e empregou seu tempo aos prazeres carnais. O comerciante lamentou sua decisão de casar sua filha com o seu servo e então morreu em frustração.

Xie Bi'an sentiu muita raiva após terminar de ouvir a história e decidiu ajudar a mulher. Quando voltou para casa, a mulher conheceu um homem que queria lhe cobrar uma dívida de jogo feita por seu marido. Após receber o pagamento, o homem viu que ela estava sozinha em casa e tentou molestá-la, mas ela o empurrou e se trancou dentro de seu quarto. Em seguida, ela chorou por causa de sua situação e tentou se enforcar. Naquele momento, a porta do quarto se abriu e Xie Bi'an entrou acompanhado por seus filhos. Ela viu a aparência amigável de Xie Bi'an e não sentia medo. Ele então a aconselhou, dizendo-lhe: "Por que você está pensando em tirar sua própria vida? Por que você não pega seus pertences e deixa este lugar com seus filhos? Eles precisam de você para cuidar deles e criá-los". A mulher então resolveu atender o conselho de Xie Bi'an. Após eles saírem, a casa e as quatro lojas pegaram fogo de repente e foram completamente destruídas. Quando o servo descobriu sobre o fogo, já era tarde mais: toda a sua fortuna herdada já havia sido destruída.


traduzido e adaptado de https://en.wikipedia.org
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22 de junho de 2016

Asena

۞ ADM Sleipnir



Asena é uma loba de pelos azuis, que segundo um antigo mito seria a matriarca mitológica dos povos turcos. De acordo com o mito, havia uma tribo que vivia numa região ao oeste da China, e que em uma ocasião foi atacada por soldados de uma tribo rival. Todos os membros dessa tribo foram mortos, exceto um pequeno menino, que conseguiu se esconder e assim acabou escapando do massacre. Sozinho, o menino certamente morreria de fome, mas ele acabou sendo encontrado por uma bela loba com uma juba azul-celeste. A loba criou e protegeu o menino até que o mesmo atingiu a fase adulta, transformando-se num verdadeiro homem.

Após terem vivido por muito tempo juntos, os acabaram se apaixonando e unindo-se sexualmente. Enquanto essa união era consumada, seus inimigos descobriram que uma criança havia sobrevivido ao ataque, e temerosos de que essa criança pudesse vir a vingar sua linhagem, decidiram capturá-lo e matá-lo. Após testemunhar o assassinato de seu consorte, Asena fugiu para as montanhas e se refugiou em uma caverna onde ela veio dar à luz a 10 filhotes meio homens, meio lobos. Esses filhotes cresceram e vieram a se casar com mulheres da região, dando origem ao povo turco. 



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20 de junho de 2016

Azeban

۞ ADM Sleipnir

Azeban, Azban, Asban, Azaban | They were here and might return | Scoop.it

Azeban (Azban, Asban, Azaban, Espun, Hespuns, Hespens) é um espírito trapaceiro de um guaxinim, pertencente ao folclore das tribos nativo-americanas Abenaki e Penobscot. Ele costuma enganar animais e outros seres afim de obter alimento ou outros favores. Suas travessuras são geralmente engraçadas e bastante triviais. 

Personagem principal de muitas histórias destinadas às crianças, o Azeban muitas vezes se comporta de forma tola ou causa problemas para os outros, mas ao contrário de espíritos e divindades trapaceiras presentes em outras culturas, o Azeban não é perigoso ou malévolo. Abaixo temos uma história que ilustra bem o seu comportamento.

Azeban aprende uma lição

Certa vez, haviam dois homens cegos que viviam em uma aldeia. Eles eram infelizes porque não podiam enxergar e eles não conseguiam ajudar a si mesmos. Então eles deixaram a aldeia, indo viver em meio a uma floresta. Lá se sentaram em um tronco, e decidiram que iriam ficar. Um dia, Glooscap (um herói mítico da tribo Abenaki) os encontrou nesse lugar e lhes perguntou: -"Qual é o problema de vocês?"

Eles disseram: "Ninguém nos quer por perto. Não podemos cuidar de nós mesmos e não podemos ajudar ninguém, por isso iremos ficar a sós aqui até morrer".

Após ouvir os dois, Glooscap preparou uma tenda para eles. Em seguida, deu-lhes uma corda e disse-lhes: "Levem esta corda até o rio. Amarre uma ponta a uma árvore e a outra à um balde. Quando vocês quiserem beber água, apenas joguem o balde no rio e puxem-lo de volta".


Glooskap
O travesso Azeban estava por perto, e ao assistir a cena, decidiu se divertir pregando uma peça nos dois homens. 

Quando um dos homens foi até o rio buscar água, Azeban o seguiu. Ele esperou o homem jogar o balde na água, e quando o fez, ele furtivamente pegou o balde e o encheu de areia. Quando o homem puxou a corda, constatou que não havia água no seu balde, apenas areia. Ao voltar para a tenda, ele disse ao outro homem: " Parece que o nosso rio está seco. Só havia areia lá. Não havia água".

O outro homem não acreditou nele, e disse: "Eu acho que você é muito preguiçoso. Você provavelmente não foi até o rio. Você apenas fingiu que foi".

-" Não, eu estou te dizendo a verdade!", disse o homem que havia ido buscar a água.

A esta altura, Azeban já tinha voltado ao rio e colocado o balde de volta na água. Quando o segundo homem cego foi até o rio verificar, ele puxou a corda e o balde voltou cheio d'água.

O homem voltou furioso para a tenda. Chegando lá, tratou de tirar satisfações com o companheiro. -"Veja, eu trouxe água. Você não passa de um preguiçoso. Você simplesmente não queria buscar a água!", disse ele. Os homens então iniciaram uma luta..

Mais tarde, Azeban notou que um deles cozinhava o jantar. Haviam quatro pedaços de carne na panela. Então, ele roubou dois pedaços de carne e depois se escondeu.

Quando o primeiro homem foi até a panela, tirou dois pedaços de carne e começou a comer. Quando o segundo homem foi servir a si mesmo, notou que não havia mais nenhuma carne na panela. Mais uma vez, ele ficou muito irritado.

"Como se não fosse ruim o bastante você ser um preguiçoso e não querer ir buscar água, você ainda rouba o meu jantar. Não há nenhuma carne aqui!", disse ele.

"Eu só peguei dois pedaços de carne. Deve haver ainda dois pedaços de carne restando" , disse o outro homem.

Azeban assistia novamente a briga dos dois, e ria bastante.

Glooscap voltou ao local para ver como os homens estavam, e ao encontrá-los brigando, perguntou-lhes: -"Por que vocês estão lutando?"

-"Oh!", disse o segundo homem: "Ele é tão preguiçoso que não quer ir buscar água. Ele disse que não havia água no rio, mas quando eu fui até lá e joguei o balde, havia muita água. Além disso, ele comeu a minha parte do jantar, e eu fiquei sem nada para comer".

Glooscap olhou ao redor, e viu Azeban rolando no chão e rindo. Assim, Glooscap entendeu o que estava acontecendo. Glooscap foi até a tenda dos homens, onde o fogo do jantar ainda estava aceso e pegou um carvão. Depois, ele pegou Azeban e marcou um círculo preto ao redor de seus olhos.

Ele então disse ao guaxinim: "Isto é pelos dois pedaços de carne que você roubou dos dois cegos. Você sempre terá essa marca no rosto, para mostrar a todos que você é um ladrão. Você será reconhecido como um ladrão aonde quer que vá! "

Em seguida, Glooscap usou o mesmo carvão para marcar quatro anéis em torno da cauda de Azeban. -"Isto é pelas vezes que você fez os homens lutarem. E você irá se lembrar, porque as marcas que eu fiz em você, ficaram com você, onde quer que vá."

É por isso que até hoje, os guaxinins possuem estas marcas, que se assemelham a um bandido.
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17 de junho de 2016

Gaia

۞ ADM Sleipnir


Arte de Genzoman
Gaia (ou Gaea, Gi, Ge; também conhecida como Terra ou Mãe Terra) é a deusa grega primordial que simboliza a Terra e uma das divindades que governavam o universo antes dos Titãs. Ela e seus irmãos (Nix, Tártaro, Eros e Érebo) eram filhos de Caos, e foram gerados a partir de cisões do mesmo. Dotada de uma enorme capacidade progenitora, Gaia por sua vez auto-gerou os deuses Pontos (mar), Oureas (montanhas) e Urano (céu), e este último por fim a tomou como esposa. 

Os primeiros descendentes de Urano e Gaia foram a primeira geração de Titãs (Oceano, Céos, Crio, Hipérion, Jápeto, Cronos, Febe, Mnemósine, Réia, Têmis, Tétis e Téia). Posteriormente, Urano e Gaia geraram os monstruosos Ciclopes (Arges, Brontes e Estéropes) e o Hecatônquiros (Briareu, Giges e Coto).

Arte de Jesse Newman

Mitos

O atrito com Urano e a rebelião de Cronos

Urano, que possuía o dom de prever o futuro, não gostava em particular dos Cíclopes e os Hecatônquiros, e temia que um deles viesse a destroná-lo no futuro. Como resultado desse temor, Urano encerrou os Cíclopes e os Hecatônquiros novamente no útero de Gaia, causando-lhe uma enorme dor. Impedida por Urano de dar a luz aos seus filhos, Gaia clamou pela ajuda de seus filhos titãs.

Nesse ponto da história temos 2 versões: na primeira, somente Cronos aceita se rebelar contra o pai e na segunda, cinco titãs incluindo Cronos se rebelam. Quatro deles se colocaram de guarda nos quatro cantos do mundo, preparados para agarrar seu pai enquanto ele descia para se unir mais uma vez com sua esposa. O quinto titã, Cronos, tomou o seu lugar no centro, e armado com uma foice de diamante forjada por Gaia, castrou Urano, enquanto seus irmãos o seguravam firmemente. O sangue do deus celeste caiu e encharcou a terra, produzindo as Erínias, as Melíades e os Gigantes. Os seus testículos foram jogados no mar e geraram a deusa Afrodite. Assim, Urano e Gaia foram definitivamente separados. Após a separação de Urano, Gaia deu à luz a outros filhos. Com Pontos, Gaia foi mãe de Nereu, Taumante, Fórcis, Ceto e Euríbia. Com Tártaro, ela foi mãe de Equidna e Tifão, sendo o último um dos mais formidáveis inimigos de Zeus.

Cronos segue os passos do pai: a ascensão de Zeus

Após a queda de Urano, Cronos tornou-se o novo regente do universo e libertou os irmãos. Mas vendo o quanto eram poderosos, também os temeu, e então decidiu aprisioná-los mais uma vez, lançando-os ao Tártaro. Gaia, revoltada com o ato de tirania e intolerância do filho, tramou uma nova vingança.

Quando Cronos se casou com Réia, seu pai Urano profetizou-lhe que um de seus filhos o destronaria no futuro, assim como ele mesmo havia feito. Afim de evitar isso, Cronos passou a engolir cada um de seus filhos com Réia, tão logo eles saiam do ventre dela. Contudo, Gaia ajudou Réia a salvar o filho que viria a ser Zeus, escondendo-o numa caverna em um monte da ilha de Creta, onde seria amamentado pela cabra Aix da ninfa Amalteia. Reia então, em vez de entregar seu filho para Cronos devorá-lo, entregou-lhe uma pedra.


Já adulto, Zeus declarou guerra ao pai e aos demais titãs, recebendo o suporte de Gaia. Durante dez anos, nenhum dos lados parecia prevalecer sobre o outro. Como último recurso, Gaia prometeu a Zeus que ele venceria a batalha e se tornaria rei do universo se descesse ao Tártaro e libertasse os três ciclopes e os três hecatônquiros. Ouvindo os conselhos de Gaia, Zeus venceu Cronos com a ajuda dos filhos libertos da Terra e se tornou o novo soberano do Universo. Zeus também fez um acordo com os Hecatônquiros, para que estes vigiassem os Titãs no fundo do Tártaro.

A vingança contra Zeus: Gigantomaquia e Tifão

Gaia não aprovou o destino dado por Zeus aos seus filhos titãs, resolve buscar vingança contra o rei dos deuses trazendo os terríveis Gigantes, que haviam nascido através do sangue de Urano que se derramou sobre a terra no momento que foi castrado por Cronos. Os gigantes só podiam ser derrotados pela ação conjunta de um deus e um mortal, e para prevenir que eles pudessem ser mortos, Gaia produziu uma planta que ao ser comida poderia dar imortalidade a eles. Todavia, a planta necessitava de luz para crescer, e ao tomar conhecimento disto, Zeus ordenou que Hélio, Selene, Eos e as estrelas não subissem ao céu, e escondido nos véus de Nix, encontrou a planta e a destruiu. Mesmo assim Gaia incitou os gigantes a empilharem as montanhas na intenção de escalar o céu e invadir o Olimpo. No fim, Zeus e os demais deuses, contando também com a ajuda de Héracles,  derrotaram todos os gigantes e puseram um fim no conflito.

Gaia não desistiu de sua vingança, e em um último recurso, uniu-se a Tártaro, as trevas abismais, gerando o monstruoso e poderoso Tifão. Ao perceber que estava grávida, aproveitou e transformou seu ainda não nascido filho em uma semente e deu a Hera, que sem suspeitar de nada plantou a semente no jardim do Olimpo. Quando Tifão surgiu, todos os deuses fugiram apavorados para o Egito (razão pela qual esse povo dava aos seus deuses configurações zoomórficas e tinham seus animais como sagrados). Apolo tornou-se um falcão (Hórus), Ártemis uma gata (Bastet), Dioniso um bode (Osiris), Hefesto um boi (Ptah) etc. Apenas Atena teve coragem de permanecer na forma humana.


Eles tinham motivos para sentir tanto medo. Tífon era tão grande que sua cabeça tocava os astros celestes e suas mãos iam do Oriente ao Ocidente. As vigorosas mãos desse gigante trabalhavam sem descanso, e os seus pés eram infatigáveis; sobre os ombros, erguiam-se as cem cabeças de dragão, de cada uma se projetava uma língua negra e dos olhos das monstruosas cabeças jorrava fogo; o monstro emitia mil sons inexplicáveis e, por vezes, tão agudos que os próprios deuses não conseguiam ouvi-los; ora o poderoso mugido de um touro selvagem, ora o rugido de um leão feroz. A monstruosidade de Tífão superava a de todos os outros filhos de Gaia e nunca se havia visto antes um monstro tão gigantesco e horrendo quanto ele.

Zeus, irritado com a própria covardia, volta a sua forma original e enfrenta o gigantesco inimigo. Zeus atingia Tifão com seus raios, mas este consegue derrubá-lo e utiliza uma foice para arrancar as veias principais de Zeus, o deixando inconsciente e conseguindo, assim, roubar os seus raios. Os raios e as veias de Zeus foram confiados a Delfim - um dragão que habitava a Cilícia. Tifão arrasta Zeus para uma caverna e o prende, pedindo para que a monstra Delfina o vigie enquanto Tifão sai a procura dos outros deuses.

Mas Hermes, junto com Pã, conseguiu libertar Zeus assustando Delfina. Hermes acha as veias de Zeus e as costura, entregando ao deus também os seus raios. De posse novamente de seus poderes, Zeus força Tifão a fugir para o monte Nisa onde as Parcas dão-lhe de comer, pois estava esfomeado, frutos que lhe diminuem a força. Ainda em fuga chega à Trácia onde pelo tanto do sangue derramado deu nome ao monte Hemos. Ainda perseguido, vai Tifão para a Sicília e depois Itália, onde Zeus, concentrando todas as forças, fulmina todas as cabeças do monstro que cai sobre a terra com estrondo. Por fim Zeus prende Tifão no monte Edna, onde o monstro continua a lutar pra se libertar, sacudindo toda a ilha com os terremotos.

Após fracassar mais uma vez, Gaia finalmente desistiu de sua vingança, prometendo a Zeus que jamais voltaria a tramar contra seu governo.

Arte de Zelda C. Wang

fontes:
  • http://www.theoi.com/Protogenos/Gaia.html
  • http://monteolimpoblog.blogspot.com.br/
  • Wikipédia 






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15 de junho de 2016

Navagunjara

۞ ADM Sleipnir


Navagunjara é uma criatura presente na mitologia hindu, sendo mencionada no épico hindu Mahabharata. É uma criatura híbrida, composta por partes de nove animais diferentes, e apareceu diante do herói Arjuna durante uma de suas expedições. Navagunjara tinha a cabeça de um galo, o pescoço de um pavão, as costas de um touro, a cintura de um leão e a cauda de uma serpente. Suas patas traseiras são uma de tigre e outra de antílope, enquanto as dianteiras são uma de elefante e a outra uma mão humana.


Mito 

Certa vez Arjuna meditava em seu exílio, buscando obter uma visão divina. De repente, a terra começou a tremer e as árvores começaram a sacudir com força. Um densa nuvem de poeira surgiu diante dos olhos de Arjuna, cobrindo todo o horizonte. Assim que a poeria começou a ceder, Arjuna avistou uma figura monstruosa composta das partes de 9 animais. Amedrontado com a visão de tal criatura, Arjuna empunhou seu arco Gandiva para preparar o ataque. Ao colocar a flecha e fazer sua mira, Arjuna percebeu que o monstro não o ameaçava, mas mantinha um semblante sóbrio. Ele também notou que a mão humana segurava um lótus e Arjuna, esclarecido, soube que a figura era uma das formas que Vishnu-Krishna assumiu diante do guerreiro. Arjuna então abaixou suas armas e se prostou diante da criatura, que o abençoou.


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13 de junho de 2016

Nantosuelta

۞ ADM Sleipnir



Nantosuelta (ou Nantsovelta, Nataseuelta) é a deusa celta/gaulesa da água e da fertilidade, adorada em antigas áreas de Gália e britônicas. Seu nome significa "rio sinuoso " ou, alternativamente, " vale aquecido pelo sol ". Nantosuelta é a consorte de Sucellus, o deus das florestas, agricultura e bebidas alcoólicas. É possível que ele também fosse considerado um deus criador, mas isso não é confirmado. Sucellus e Nantosuelta não possuem filhos nem outras conexões familiares na mitologia gaulesa. 

Atributos

Um dos antigos povos gauleses, os Mediomatrici, retrataram Nantosuelta segurando um cajado com uma pequena casa ou pombal na ponta. Em uma figura de baixo-relevo, Nantosuelta segura uma pátera, ou um amplo prato ritual que era usado para beber durante um ritual, e despejando o conteúdo da pátera sobre um altar. Em um baixo-relevo inglês, Nantosuelta é mostrada segurando maçãs, em vez de uma pátera. Outros atributos incluem um pote ou uma colméia.


Na iconografia, ela é associada aos corvos, o que sugere uma ligação com os mortos ou o submundo. Baseando-se nessas associações, existe uma teoria de que sua função na cosmologia gaulesa era a de um psicopompo - um guia das almas para o submundo, semelhante aos gregos Hermes e Caronte. Uma interpretação alternativa de seu nome também apoia essa teoria, uma vez que o submundo era considerado um reino ensolarado.

Sua outra função provavelmente seria a de uma deusa do lar e da lareira e uma deusa da fertilidade ou da natureza. A casa/pombal que ela carrega indica seu status como uma deusa da lareira, e as maçãs indicam uma ligação com a fertilidade (maçãs são consideradas o fruto da vida). A conexão com as abelhas e colmeias também poderia ser uma conexão com a fertilidade, mas, certamente, uma conexão com a natureza. Primeiramente ela é considerada uma deusa do lar e da lareira, com as funções secundárias de deusa da natureza, fertilidade e de psicopompo.



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10 de junho de 2016

Vapula

۞ ADM Sleipnir


Vapula (também conhecido como Naphula ou Nephula) é, de acordo com a demonologia, um Grão-Duque do Inferno, responsável por trinta e seis legiões de demônios, e de acordo com a Goetia, o 60º espírito dentre os 72 espíritos de Salomão. Ele é geralmente retratado com a aparência de um leão com asas de águia.

Sua especialidade é tornar os homens exímios em quaisquer ofícios manuais. Ele pode ajudar em estudos, testes e exames. Pode também ajudar a pessoa a conversar de forma inteligente sobre praticamente qualquer assunto, e confere habilidades em todas as profissões manuais.



Selo de Vapula

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8 de junho de 2016

Yaguarogui

۞ ADM Sleipnir


Arte de Sophie
Yaguarogui é um mítico e gigantesco tigre esmeralda, presente nos mitos da tribo Chiriguani, na Bolívia. De acordo com o mito, Yaguarogui passa seus dias perseguindo o sol na tentativa de devorá-lo. No entanto, sempre que ele consegue engolir o sol, ele acaba tendo que cuspi-lo, pois não pode suportar sua enorme temperatura. Esse mito é a explicação dos Chiriguani para os eclipses solares.






fonte: 

  • Livro Indians of the Andes: Aymaras and Quechuas, de Harold Osborne
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6 de junho de 2016

Simpira

۞ ADM Sleipnir




O Simpira é um ser mitológico oriundo do folclore peruano, e tido como o senhor de Panshin nete, o "Mundo Amarelo", o lugar onde os maus espíritos vivem. Ele é geralmente retratado como um jaguar gigantesco, com um par de chifres de veado na cabeça e uma das patas dianteiras em formato de mola/espiral, que, funcionando como uma espécie de tentáculo, ele usa para capturar os condenados e os pecadores. Aqueles capturados pelo Simpira são transformados em animais, e tornam-se parte de seu selvagem séquito infernal.

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3 de junho de 2016

Nyame

۞ ADM Sleipnir


Nyame (ou Onyame, "O Iluminado") é o deus supremo e criador do universo, adorado pelas tribos Ashanti e Akan em Gana, no Oeste Africano. Ele é também o chefe do panteão de deuses e deusas Ashanti (conhecidos como os abosom). Tal como acontece com muitos deuses africanos, Nyame era um ser distante dos seres humanos e não se preocupava com suas atividades diárias. Em algumas tradições, Nyame foi considerado um ser do sexo masculino, em outros feminino, e em outros ainda um ser andrógino, com ambos os sexos masculino e feminino.

Nyame era parte de uma tríade, juntamente com os desues Nyankopon e Odomankoma. Nyame representa o universo natural; Nyankopon representada sua kra, ou "poder que dá a vida"; e Odomankoma representa a força criativa que tornou o mundo visível. Nem todas as pessoas de língua Akan fazem essas distinções entre os três nomes da divindade. Aqueles que fazem distinção entre Nyame e Nyankopon identificam Nyame como o elemento do sexo feminino, simbolizado pela Lua, e Nyankopon como o elemento masculino, simbolizado pelo Sol.

Nyame possui uma consorte chamada Asase Ya, deusa da terra e do destino e eles tiveram dois filhos: Tano, deus dos rios e da guerra e Bia, deus dos animais selvagens. Em alguns mitos, Nyame aparece como o pai do malandro-herói Anansi.


Mitos

Em algumas tradições, após Nyame ter criado a Terra e povoa-la com seres humanos, ele passou a viver na Terra entre eles. Em um conto, esta situação acabou quando uma mulher acertou Nyame com seu pilão enquanto ela batia grãos em uma tijela de barro. Irritado, o deus voltou para o céu. Em uma versão diferente do mito, Nyame observava um grupo de mulheres batendo grãos. Incomodadas, elas pediram para ele ir embora, mas ele permaneceu onde estava e continuou a observá-las. As mulheres então correram em sua direção e o golpearam com os seus pilões até que ele deixou a Terra e retornou ao céu. 

De acordo com um mito, no início, as pessoas não podiam se reproduzir. Nyame enviou uma píton à Terra para ensinar as pessoas a acasalarem. Depois disso, as crianças começaram a nascer.

Em um conto sobre a origem da morte, Nyame mandou um de seus servos - uma cabra - para entregar aos humanos uma mensagem. Nyame queria dizer-lhes que, embora a morte viesse para todos eles, eles não permaneceriam mortos. Eles iriam viver com Nyame nos céus. No caminho, a cabra parou para comer um pouco de grama. Irritado por este atraso, Nyame enviou uma ovelha com a mesma mensagem. Infelizmente, a ovelha transmitiu a mensagem de forma errada: ela disse às pessoas que a morte seria o fim. Quando o bode finalmente chegou, as pessoas disseram-lhe que eles haviam recebido a mensagem da ovelha. Desta forma, a morte veio a eles de forma definitiva.

Em um mito diferente, as pessoas tinham se cansado de morrer, de modo que enviaram uma ovelha para levar uma mensagem até Nyame pedindo-lhe para deixá-los continuarem a viver. Para ter certeza que a mensagem chegaria até Nyame, eles também enviaram um cão levando a mesma mensagem. 

Sendo mais rápido que a ovelha - que tinha parado para comer algumas ervas - o cão chegou até Nyame primeiro. No entanto, ele entregou a mensagem errada. Ele disse a Nyame que as pessoas desejavam permanecer mortas em vez de se juntarem a Nyame nos céus. Nyame concordou com isso, e quando a ovelha chegou com a mensagem correta, Nyame não pode reverter sua decisão. 

O servo cabra de Nyame também foi responsável por frustrar os planos de Nyame com relação a seus filhos, Bia e Tano. Nyame planejava dar a Bia, seu filho favorito, as partes mais férteis e belas do país de Ashanti (hoje Gana). Tano receberia as terras costeiras áridas (hoje, a Costa do Marfim). Nyame enviou a cabra para dizer aos seus filhos para virem até ele para receber sua herança no dia seguinte. A cabra, que preferia Tano à Bia, instruiu Tano a se disfarçar como Bia e ir até Nyame de manhã bem cedo, antes de seu irmão chegar. Enganado, Nyame acabou dando a Tano os terrenos destinados a Bia. Quando Bia chegou, Nyame percebeu o que tinha acontecido, mas já era tarde demais para corrigir o erro. 


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1 de junho de 2016

Abaddon

۞ ADM Sleipnir

Arte de gadyukevi4
Na mitologia judaico-cristã, Abaddon (Abadon, Abbadon; grego: Apollion, Apollyon, Appolyon, hebraico: Sheol, She'ol, literalmente "lugar de destruição") é um anjo associado à a destruição e ao submundo. Em alguns livros apócrifos, é considerado uma entidade demoníaca. Abaddon também foi identificado com o anjo obscuro da morte, com um demônio do abismo e com um dos demônios da hierarquia infernal, em muitos casos designado como o próprio Satanás.

Originalmente, Abaddon era descrito como sendo lugar e não um anjo ou demônio. Em escritos rabínicos e no Antigo Testamento, Abaddon é principalmente um lugar de destruição e um nome para uma das regiões do inferno. O termo ocorre seis vezes no Velho Testamento. Em Provérbios 15:11 e 27:20, ele é nomeado Sheol, como uma região do submundo. No Salmo 88:11, Abaddon é associado com a sepultura e o submundo. Em Jó 26: 6, Abaddon também é associado ao Sheol. Mais tarde, Jó 28:22 nomeia Abaddon e Morte juntos, o que implica em seres personificados.

No livro do Apocalipse, Abaddon é personificado como como sendo o rei das criaturas que emergem do abismo evocando o caos e destruição, da mesma forma julga-se que será uma ferramenta de Deus e não um ser maléfico (tanto que pelo caminho atira o diabo para o abismo).
"E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebreu era o seu nome Abaddon, e em grego Apollyon". -Apocalipse 09:11
Arte de Edwin David (dwinbotp)
fontes:
  • The Encyclopedia of Demons and Demonology, de Rosemary Ellen Guiley
  • http://mitoseafins.blogs.sapo.pt/1746.html
  • http://www.mundos-fantasticos.com/elfos-e-anjos/anjos/bibliografia-dos-anjos/



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Ruby