31 de janeiro de 2014

O Lobo de Allendale

۞ ADM Sleipnir



"Lobo à solta em Allendale!". Essa foi a manchete do jornal inglês Hexham Courant, no dia 10 de dezembro de 1904. Neste dia, o jornal noticiava que nas últimas três semanas os agricultores em torno da vila de Allendale recolheram seus animais para os estábulos durante a noite, devido a perda de gado que havia se tornado uma preocupação. Um fazendeiro havia encontrado duas de suas ovelhas mortas, sendo que uma estava com suas entranhas de fora. A cabeça e os chifres eram tudo o que restava de um outro animal. Muitos dos animais tinham sido mordidos no pescoço e nas pernas, sugerindo que tinham sido atacados por um lobo.

Acreditava-se que o animal responsável pelos ataques fosse um lobo cinzento que havia escapado de seu dono, o capitão Bain da Ponte Shotley. No entanto, a delegacia de Shotley havia registrado o lobo do Capitão Bain como tendo apenas quatro meses e meio de idade e ele não seria um perigo para homens ou animais.

Logo, avistamentos do lobo começaram a assustar a população. Um relatório enviado a policia sobre um lobo à espreita ao redor da Allenheads School trouxe um grupo de caça formado por 150 moradores para o local, alguns deles armados com pistolas. Uma grande busca foi feita na área, porém eles encontraram apenas um buraco de grandes dimensões, onde acreditava-se que o animal poderia ter dormido. O Hexham Courant informou no dia 17 de dezembro que no dia anterior, o lobo tinha "abatido de um grande rebanho de ovelhas" - o lobo foi seguido por um grupo de cerca de 100 fortes caçadores, que nada puderam fazer além de tentar seguir o lobo, já que mais da metade deles não possuía armas. No dia seguinte, outro grupo de 200 caçadores, metade dos quais estavam armados com armas de fogo, mais uma vez tentou acompanhar o lobo mas a busca revelou que seria impossível já que o mesmo não deixava rastros. Além disso avistamentos, por vezes conflitantes, foram relatados durante os dias posteriores, onde o lobo era descrito como "negro e bronzeado", "pardo" ou "colorido".

A comunidade de Hexham tornou-se instável. Lanternas eram mantidas acesas durante a noite, na tentativa de afastar o lobo para longe e o Hexham Wolf Committee (Comitê do Lobo de Hexham) foi criado para organizar esforços para rastrear o animal, oferecendo recompensas para quem tivesse pistas que pudessem levar até ele.

Durante todo o inverno, a caça ao Lobo de Allendale continuou. Cães de caça de renome, como os Hounds Haydon, foram colocados sobre a pista mas nem mesmo os premiados cães puderam localizar o seu paradeiro. Charles Fort, que registrou o caso em seu livro Lo! comentou:
"Os melhores cães de caça foram colocados sobre a pista do que supunha-se ser um lobo. Mas, se não houvesse qualquer lobo, quem poderia culpar um renomado cão de caça que procura pelo cheiro de algo que não é um lobo? "
O Comitê perseverou e contratou Mr. W. Briddick, um "qualificado caçador indiano". Briddick foi entrevistado pelo Newcastle Evening Chronicle, e afirmou que ele iria encontrar o Lobo Allendale "em linhas científicas". Apesar de sua experiência e pretensões científicas, Briddick foi incapaz de rastrear o animal.

Apesar da falta de êxito na localização do lobo, os moradores adotaram a caça contínua pelo lobo como parte de seu folclore. Os dias de caça logo assumiram ares ritualisticos, com direito a fantasias e canções. 

Ao longo do mês de dezembro, até mesmo no Natal, a procura continuou. O lobo foi visto pulando um muro alto para escapar de dois homens e, no dia seguinte ele foi visto atacando um rebanho, mas um cão negro o enfrentou. Uma tarde, no final de dezembro, o lobo foi encontrado por um grupo de mulheres e crianças, cujos gritos assustados fizeram o lobo fugir para longe.

Em 1905, o cadáver de um lobo foi encontrado em uma linha férrea localizada em Cumwinton, Cumbria, cerca de 30 quilômetros à oeste de Hexham.  O Hexham Courant informou no dia 07 de janeiro que o cadáver não era o do Lobo de Allendale, e o Comitê declarou que o lobo ainda estava à solta. Foi sugerido que talvez houvesse uma família inteira de predadores que viveriam na floresta de Allendale, oferecendo uma explicação para as diferentes descrições do animal.

Até o final de janeiro 1905, os relatórios sobre o lobo começaram a diminuir, terminando com um relatório sucinto de um lobo avistado com um laço amarrado à sua perna. Eventualmente, as aparições e os assassinatos dos animais cessaram por completo.



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29 de janeiro de 2014

A Família Gandillon

۞ ADM Sleipnir


No fim do século XIV, a propagação de boatos sobre a existência de lobisomens provocou histeria em massa por toda a França. O país inteiro sentia muito medo de lobisomens, tanto que centenas e centenas de inocentes, que acreditava-se que fossem lobisomens foram brutalmente executados. Dentre tantos boatos sobre lobisomens, houve o controverso caso da família Gandillon. De acordo com "O Livro dos Lobisomens", escrito por Sabine Baring-Gould e publicado em 1865, os Gandillons sofriam de licantropia, termo derivado do grego, lykánthropos, ou seja, uma ilusão onde as pessoas pensam ser ou ter sido transformadas em algum animal, mais comumente um lobo.


Pernette Gandillon: Um Encontro Trágico 

O ano era 1598. Pernette Gandillon era uma menina que vivia com sua família na região montanhosa dos Alpes Jura, e que segundo relatos, andava no campo de quatro, acreditando que ela era um lobo. Um dia, enquanto ela estava perambulando sob efeito da sua insanidade licantrópica, ela encontrou duas crianças que estavam juntando morangos silvestres. Ela teve um desejo repentino de sangue humano e galopou em direção à menina e quase a captura, mas o irmão da menina de quatro anos, defendeu-a com uma faca. Pernette puxou a faca da mão dele, prendeu-o embaixo dela e cortou sua garganta, matando-o. Pernette fugiu, mas logo foi encontrada pelos camponeses que viviam próximos ao local e ouviram os gritos desesperados da irmã do menino. Pernette foi morta e despedaçada pelos assustados e furiosos camponeses.

Pierre Gandillon: acusado de bruxaria 

Os Gandillons viviam perto do local do ataque às crianças, e já haviam sido suspeitos de bruxaria antes. Pierre, irmão de Pernette,foi acusado de bruxaria e de raptar crianças para sacrificá-las no Sabbat Negro. Após ser brutalmente torturado, ele "confessou" que Satanás lhe concedeu seus poderes. A sua transformação era realizada por intermédio de uma pomada que ele teria recebido do diabo. Quando ele se transformava em lobo, sua pele ficava coberta com um cabelo grisalho e desgrenhado. Ele também contou que durante seus períodos de licantropia, se alimentou de animais e seres humanos. Quando ele queria retornar à sua forma humana, ele rolava no orvalho da grama encharcada. Seu filho, Georges, afirmou que ele também foi ungido com o ungüento, e que também tinha participado do Sabbat Negro. Sua irmã, Antoinnette, confessou que ela se vendeu e adorou ao diabo, que apareceu para ela na forma de um bode preto. Ela também teria participado do Sabbat várias vezes. 

Encarceramento e Sentenças 

Foi dito que enquanto estiveram na prisão, Pierre, Georges e Antoinette se comportaram como animais dementes. Eles andavam de 4 de um lado a outro na cela, e uivaram miseravelmente. Seus rostos, braços e pernas estavam marcadas com as feridas que receberam de cães quando eles estavam em suas excursões. Os três foram condenados, enforcados e posteriormente queimados. 


Conclusão

Após a execução dos Gandillon, Henri Boquet, um advogado que passou sua vida estudando sobre casos de feitiçaria e demonologia, resolveu agir. Ele havia escrito alguns livros sobre bruxas e vários outros males sobrenaturais, e passou a caçar e destruir todos aqueles que ele acreditava serem maculados, executando mais de 600 supostos lobisomens e bruxas. 

Ele usou a família Gandillion como um exemplo do que acontece quando as pessoas lidam com Satanás. Ele, então, pois todo o seu foco em lobisomens, passando por várias cidades em busca deles. Chegou ao ponto de executar crianças inocentes forçando-as a confessarem que eram lobisomens. 

Graças ao fanatismo de Henri Boquet, a histeria sobre lobisomens cresceu na França e muitos supostos lobisomens foram desnecessariamente executados, e para tornar as coisas ainda piores, o clero e as igrejas da época apoiaram esse banho de sangue.


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27 de janeiro de 2014

Cosmogonia Nórdica

۞ ADM Sleipnir


Ginnungagap
No início de tudo, antes do despertar dos deuses, não existia nada exceto um abismo aparentemente infinito chamado Ginnungagap. Ginnungagap era um vazio semelhante ao caos grego, cercado ao norte por Niflheim, um mundo gélido e de escuridão, e ao sul por Muspelheim, um mundo de fogo. No meio de Nifleheim corria Hvergelmir, uma cascata de onde saíam onze rios conhecidos coletivamente como Elivagar. Conforme esses rios afastavam-se de sua fonte até as bordas do Ginnungagap, o frio de Niflheim congelou suas águas e vapores transformando-os em gelo e neve. Quando as labaredas de Muspelheim encontraram-se com os Elivagar, o calor derreteu o gelo e formou um grande gigante chamado Ymir, que se tornou o pai da raça de gigantes de gelo. 


Ymir
Ymir dormiu durante varias eras e enquanto ele dormia, de seu suor surgiam outros gigantes. Havia outro ser, criado mais tarde também do encontro entre gelo e fogo, a vaca Audumla, que alimentava Ymir e seus filhos com seu leite, que corria de seus úberes formando quatro rios. Um dia, Audumla estava se alimentando, lambendo o gelo salgado de uma pedra, até que em certo ponto surgiu a cabeça de um homem . Após 3 dias lambendo a pedra, surgiu o deus Buri.  Buri deu origem a Borque casou com a giganta Bestla, a filha do gigante de gelo Boltha. Dessa união surgiram os primeiros deuses da classe dos Aesir, Odin, Vili e Ve.

Assim que os gigantes tomaram conhecimento dos deuses, iniciaram uma guerra contra eles, que só terminou quando os filhos de Bor mataram a Ymir. O volume de sangue que escorreu dos ferimentos de Ymir foi tão grande que quase todos os gigantes de gelo foram afogados na torrente. Apenas os gigantes Bergelmer e sua esposa escaparam da inundação agarrando-se a um tronco de árvore, e acabaram chegando na montanha de Jotunheim, que se tornou o lar de uma nova raça de gigantes de gelo.

Odin e seus irmãos  usaram  o corpo de Ymir para criar Midgard. Eles colocaram o corpo de Ymir sobre o vazio (Ginnungagap) e fizeram a Terra de seu corpo e as rochas de seus ossos. Pedras e cascalho originaram-se dos dentes e ossos esmigalhados do gigante morto, e seu sangue preencheu o Ginnungagap, dando origem aos lagos e mares. A abóbada celeste foi formada de seu crânio esfacelado. 




Após remexerem o cadáver do gigante, os irmãos descobriram um ninho de vermes. Odin, então, resolveu dar-lhes uma outra morada que não Midgard. Os “vermes” mais turbulentos foram chamados de anões e receberam como morada as profundesas da terra (Svartalfheim). Os demais, que pareciam ter um jeito mais nobre de se portar foram chamados de elfos e receberam as regiões amenas de Alfheim. Quatro anões chamados Nordri, Sudri, Austri e Vestri sustentam o crânio de Ymir. 


Do cabelo de Ymir formou-se a flora, e de seu cérebro originaram-se as nuvens. Faíscas de Muspelheim foram colocadas no céu, e assim surgiram as estrelas. A Terra era um grande círculo rodeado pelo oceano, e os deuses haviam construído uma grande muralha a partir das sombrancelas de Ymir, que circundavam este local que eles nomearam Midgard. Uma enorme serpente chamada Jormungandr, a Serpente de Midgard, rodeia toda a extensão do círculo da Terra, devorando qualquer homem que tentasse sair de Midgard. 

Terminada Midgard, Odin e seus irmãos caminharam sobre ela para ver se tudo estava perfeito, e encontraram dois pedaços de troncos caídos ao chão, próximos do mar. Odin então teve a idéia de criar os primeiros seres humanos, Ask (freixo) e Embla (Olmo). Odin lhes presentiou com espírito, enquanto Vili lhes deu os cinco sentidos e Ve, a vida e o sangue.

Ask e Embla

Após isso, Odin e seus irmãos decidiram criar uma morada exclusiva para os deuses, Asgard, a Cidade Dourada. Asgard estava situada acima da elevada planície de Idawold, que flutuava muito acima de Midgard, impedindo que os mortais a observassem. Além disso, um rio cujas águas nunca congelavam - o Iffing - separava a planície do restante do universo. Mas, Odin, sábio e poderoso como era, entendeu que não seria bom se jamais existisse um elo de ligação entre deuses e mortais. Por isso, determinou que fosse construída a ponte Bifrost (a ponte do Arco-íris), feita da água, do fogo e do mar. Heimdall, um estranho deus nascido ao mesmo tempo de nove gigantas, ficaria encarregado, desde então, de vigiá-la noite e dia para que os mortais não a atravessassem livremente no rumo de Asgard. Para isso, ele portava unia grande trompa, que fazia soar todas as vezes que os deuses cruzavam a ponte.


A morada dos deuses possuía várias residências, as quais foram sendo ocupadas pelos deuses à medida que iam surgindo. O palácio de Odin, o mais importante de todos, era chamado de Gladsheim. Ali, o deus supremo linha instalado o seu trono mágico, Hlidskialf, de onde podia observar tudo o que se passava nos Nove Mundos e receber de seus dois corvos, Hugin (Pensamento) e Munin (Memória), as informações trazidas das mais remotas regiões do universo.

Odin também criou mais deuses, os Aesires, para povoarem Asgard. Um outro grupo de deuses, os Vanires, surgiu antes ou após os Aesires. Suas origens são muito misteriosas, mas eles parecem povoar Vanaheim, uma terra próxima de Asgard. 


Asgard


fontes de pesquisa:


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25 de janeiro de 2014

Wendigo

۞ADM Berserker


Wendigo é uma criatura mitológica, nativa das lendas Algonquian (Tribos indígenas norte-americanas), trata-se de um espírito canibal, que pode possuir os humanos, ou ate mesmo se transformar em humano. A lenda também se aplica às pessoas praticantes do canibalismo (um canibal pode, eventualmente, se transformar em um Wendigo).

Nas lendas tribais, a descrição da criatura varia bastante, já que, segundo os indígenas, ele é muito rápido e é difícil descrevê-lo com detalhes. Mas o mais certo é que ele seja muito alto, muito magro, com braços e pernas longos, e, em alguns casos, com um cabelo branco, ralo e ensanguentado. Possui garras afiadas nas mãos e nos pés, e possui dentes pontudos e amarelos. Muitas vezes possui sangue na boca, e sua língua é azulada. Os olhos variam do vermelho ao amarelo. Trata-se de um espírito cruel e canibal, que possui grande poder espiritual e cuja presença é relacionada com o frio, que traz fome e desespero.

Eis uma rápida descrição de um Wendigo retirada de um professor da tribo Ojibwa:

O Wendigo era magro ao ponto de parecer doente, sua pele seca esticava-se sobre seus ossos. Com seus ossos sendo empurrados para fora da pele, sua tez cinza como a morte, e seus olhos afundados nas órbitas, o Wendigo parecia um esqueleto recentemente desenterrado da cova. O que parecia ser os lábios estava rachado e sangrento [...] Impuro e sofrendo das feridas de sua carne, o Wendigo exalava um cheiro estranho de deterioração e decomposição, de morte e corrupção.



 A caça

Como o Wendigo está sempre com fome, constantemente ele persegue humanos para alimentar-se da carne deles. Ele caça qualquer tipo de pessoa, embora tenha preferências em cada uma delas: Das crianças, ele prefere a gordura, das mulheres, a pele, dos homens, os músculos, e dos velhos, os ossos.

Ele também tem o costume de "armazenar" vítimas vivas, por causa dos lugares onde ele vive, com invernos longos e rigorosos, o Wendigo também guarda restos das pessoas que já comeu.

Ele é muito rápido, possui sentidos e força muito apurados, e é difícil de ser derrotado. Ele pode enxergar no escuro, e tem um olfato poderosíssimo, que localiza a vítima em distâncias longas, podendo segui-la durante um bom tempo. É praticamente impossível conseguir fugir dele com êxito, uma vez que você se tornar a presa.

Suas garras são tão afiadas que conseguem decapitar um homem, e cortam a carne humana com grande facilidade. O mesmo para os seus dentes, podendo dar uma mordida tão forte que é capaz de quebrar ossos.

O Wendigo ainda é capaz de se mover com uma leveza impressionante, não deixando um som sequer denunciar sua presença. Se ele quiser que a vítima venha diretamente para ele, o Wendigo é capaz de imitar a voz humana, reproduzindo choros e pedidos de ajuda com perfeição.

Como se não bastasse, o Wendigo ainda é capaz de espalhar uma espécie de doença conhecida como Febre Wendigo (Wendigo Fever). Ele libera um odor para a vítima, que só ela pode sentir. Depois, a pessoa que inalou aquele cheiro começa a ter terríveis pesadelos à noite e ao acordar começa a sentir uma dor lancinante nas pernas e nos braços, que se torna tão intensa que enlouquece a vitima, a pessoa se vê forçada a correr para a floresta gritando de modo alucinado e retirando suas roupas ao longo do caminho. Geralmente as pessoas infectadas com a febre jamais voltam (As raras exceções revelaram pessoas que acabaram loucas por causa do acontecimento, e de um provável encontro com um Wendigo), e muitos acreditam que elas acabem sendo devoradas por um Wendigo.

O Wendigo enfrenta qualquer coisa quando ele está faminto, ele quebra árvores e mata animais enquanto caça. Algumas lendas sugerem que tempestades de neve e tornados são sinais de um Wendigo caçando. Ele vive em florestas, mais especificamente em cavernas e cabines (aquelas onde vivem os guardas florestais).



O Wendigo na Criptozoologia

Embora poucos, já ocorreram avistamentos de Wendigos em alguns lugares. Alguns mais "céticos" com relação à existência do ser acreditam que ele é confundido com o Pé-Grande ou como o Yéti e que não seria uma criatura nova.

O local mais frequente para esses encontros seria em Ontário, no Canadá, também conhecida como "A Capital do Wendigo", sendo visitada anualmente por entusiastas e pesquisadores.

Lá existem áreas que serviram de palco para avistamentos e alguns incidentes, tanto que há três lugares que ganharam o nome da criatura! São eles a Caverna do Wendigo, o Rio Wendigo e o Lago Wendigo, três pontos mais famosos por serem considerados a casa dele. Alguns dizem que ele consegue viver em praticamente todo o território do Canadá.

Proteção

Para se proteger de um Wendigo, existem amuletos que dizem afastar a criatura de quem os usar. Tampões ou fones de ouvido ajudam a proteger a vítima dos sons que ele produz para atraí-la.

Mas o que realmente mataria um Wendigo seriam chamas intensas o bastante para reduzi-lo a cinzas, ou armas feitas de prata, como facas e lanças. Elas lhe causam uma dor tremenda, podendo levá-lo à morte. Uma facada direta no coração congelado da criatura a mataria instantaneamente. Se morto dessa forma, os pedaços do coração dele devem ser colocados em uma caixa de prata e enterrados em um solo sagrado. O corpo do Wendigo deve ser desmembrado com um machado de prata e descartado em áreas remotas (No fundo do mar ou em falhas geológicas, por exemplo) e separadamente. Se nada disso for feito, o Wendigo ressuscitará, e obviamente caçará aquele que o matou.



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23 de janeiro de 2014

Blemmyes

۞ ADM Sleipnir



Os Blemmyes ( ou Sternophthalmoilatim Blemmyae) são estranhas criaturas que teriam vivido na região entre a África e a Índia, mais precisamente no Egito, Etiópia, Núbia, e Kush. Os Blemmyes eram humanóides, exceto que eles não tinham cabeça e os seus olhos e a boca ficavam localizados em seu peito. Posteriormente na história romana, este mesmo nome foi atribuído à uma tribo africana conhecida como os BejaAs lendas afirmam que os Blemmyes não tinham cérebro, e que eles praticavam o canibalismo.

Além destas características, não se sabe muito sobre os Blemmyes, exceto que eram famosos em bestiários e enciclopédias medievais. Plínio, o Velho, fez uma descrição dos Blemmyes em sua obra Naturalis Historia. Sir Walter Releigh escreveu sobre eles em "Descoberta da Guiana" , onde ele os chamou de " Ewaipanoma ". Até mesmo Shakespeare os menciona em sua peça Otelo, sob o nome de The Anthropophagi ("Os Antropófagos").




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21 de janeiro de 2014

Caboclo D'água

۞ ADM Sleipnir


No folclore brasileiro, o Caboclo D'água, também conhecido por Crioulo D'água e Bicho D'água, é um criatura sobrenatural famosa na região do Rio São Francisco. Esse anfíbio humanóide é extremamente forte e se esconde em profundas cavernas subterrâneas localizadas nas margens do rio. 

O Caboclo D'água é geralmente descrito como sendo uma criatura musculosa, troncuda, com pele cor de bronze, de baixa estatura e com apenas um olho localizado no meio da testa, semelhante a um cíclope. É uma entidade ágil e poderosa, que consegue estar em vários lugares ao mesmo tempo e possui a habilidade de se transformar em qualquer animal. Apesar de poder viver fora d'água, ele nunca se afasta das margens do Rio São Franscisco.

Algumas pessoas dizem que as cavernas habitadas pelo caboclo estão cheias de ouro e esmeraldas, outros comentam que a única coisa que alguém vai encontrar lá são os ossos de suas vítimas. A cobiça por esse tesouro já levou muitas pessoas a morte, afogadas ao tentar encontrá-lo. Dizem que somente pensar em possuir o tesouro do caboclo já faz com que a pessoa seja perseguida por ele.


Pescadores respeitam e temem o caboclo d'água, uma vez que acreditam que os seus poderes de controlar as águas e o clima, aliados à sua tendência de destruir navios de pequeno porte são responsáveis ​​por muitos dos acidentes estranhos que acontecem durante as noites escuras. O Caboclo costuma agarrar o fundo das canoas e barcos, balançando-os até os virar ou encalhando-os. 

Algumas coisas que podem proteger os pescadores da fúria do caboclo são: 
  • a carranca, um grande amuleto em forma de dragão usado como uma figura de proa e que tem o poder de repelir o caboclo; 
  • uma faca abençoada, cravada no convés do barco, que inspira medo na criatura; 
  • Pintar uma estrela branca no casco da embarcação também é dito conferir proteção.
O Caboclo D'água também pode ser um poderoso aliado de um pescador: em troca de tabaco e cachaça (bebida forte feita de suco de cana-de- açúcar, por vezes confundida com rum), ele pode fornecer grandes quantidades de peixes, e também atacar sorrateiramente um inimigo.

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19 de janeiro de 2014

A Estrada Sem Fim

۞ ADM Sleipnir


Muitos anos atrás, havia uma estrada que era conhecida pelos habitantes locais como "A Estrada Sem Fim". Alguns dizem que era a Lester Road, em Corona, Califórnia, e outros afirmam que foi Miette Hot Springs Road, em Alberta, Canadá. Era uma longa e sinuosa estrada, sem iluminação e rodeada por uma densa floresta,  e que as pessoas afirmavam ser uma estrada sem fim quando percorrida à noite. Segundo a lenda, as pessoas que dirigiram nessa estrada  à noite nunca mais foram vistas novamente.

A lenda da estrada sem fim tornou-se tão conhecida que muitas pessoas tinham medo de dirigir nessa estrada, mesmo durante o dia. Alguns motoristas até mesmo perdiam a coragem e davam ré em seus carros, com medo de que se eles continuassem o percurso, nunca mais voltariam. A estrada possuía uma curva acentuada para a esquerda em seu final, onde havia um grande canyon. Não haviam grades de proteção nessa curva e no outro lado do canyon, a estrada continuava.

Um dia, uma equipe de operários trabalhava na manutenção da estrada, e acabaram fazendo uma descoberta macabra. Um dos operários empurrou uma pedra para dentro do canyon e ouviu ela bater em algo metálico. Quando eles desceram para olhar, os operários encontraram dezenas de carros batidos na parte inferio do canyon. Todos tinham caído para a morte e os corpos em decomposição e restos de esqueletos de vítimas ainda estavam amarrados à seus assentos.

Foi descoberto que os caminhos de ambos os lados do canyon estavam tão bem alinhados que, quando vistos de um determinado ângulo, especialmente à noite, criavam uma ilusão de ótica. O canyon se tornava quase invisível e a estrada parecia continuar sobre ele. Pessoas que dirigiam pela estrada à noite não tinham ideia de que havia uma enorme queda na frente deles, e quando percebiam já era tarde demais,  caindo da estrada em direção a morte. Dizem que a polícia local abafou a descoberta, querendo evitar um escândalo e a estrada foi discretamente fechada, para nunca mais ser reaberta. Os corpos dos mortos nunca foram capazes de serem recuperados e eles ainda estão lá até hoje, em suas sepulturas de metal retorcido.


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17 de janeiro de 2014

Abyzou

۞ ADM Sleipnir


Abyzou (Abizou, Obizu, Obizuth, Obyzouth, Byzou) é um demônio do sexo feminino, responsável por causar abortos e mortalidade infantil. Conta-se que ela é uma criatura movida por inveja, pois ela mesma é estéril. O nome Abyzou é uma derivação da palavra" abismo". Na tradição judaica, ela é identificada com Lilith, em copta (cristãos nativos do Egito) como Alabasandria, e na cultura bizantina com Gylou, mas em vários textos sobreviventes das práticas mágicas sincréticas da antiguidade e da era medieval, ela possui muitos outros nomes.


Aparência

No Testamento de Salomão, Abyzou é descrita como tendo a pele esverdeada, com serpentes no lugar dos cabelos e com a escuridão escondendo a parte inferior de seu corpo. Em outras representações, Abyzou é mostrada como tendo a parte superior do corpo de uma mulher e parte inferior do corpo de um peixe ou serpente.


Tradições 

Abyzou é um dos muitos demônios femininos que atacam crianças, mulheres grávidas e virgens. Ela se alimenta de suas vítimas consumindo seu sangue e leite, e faz com que as mulheres grávidas abortem, impede a lactação, mata crianças e faz com que mulheres jovens adoeçam e morram. Como muitos demônios similares, é provável que Abyzou também faça a sua vítima ficar estéril. No Testamento de Salomão, Abyzou também leva o crédito por provocar nas vítimas problemas com seus olhos, ouvidos e garganta, assim como levá-las a um quadro de insanidade. Conta-se que Abyzou não dorme e tira a vida de pelo menos uma criança à cada noite.

Meios de se proteger

Abyzou pode ser controlada através da magia de Salomão. Em encantos, são feitas petições à São Sisínio, São Miguel, e ao Arcanjo Rafael para que eles protejam a pessoa do demônio. No Testamento de Salomão, Abyzou declara que possui dez milhares de nomes e que Rafael é sua antítsese. Um encanto simples usado para repelir o demônio é escrever o nome do arcanjo Rafael em um pedaço de papiro, quando uma mulher entra em trabalho de parto. Diz-se que Abyzou fugirá ao ver tal encanto.



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15 de janeiro de 2014

Balor

۞ ADM Sleipnir


Balorconhecido pela alcunha de "Balor do Olho Maligno", era o rei dos Fomorianos, uma raça grotesca de gigantes que habitava a Irlanda antes dos Tuatha de Dannan. Ele é muitas vezes interpretado como um deus ou a personificação da seca e das pragas. Filho de Buarainech e marido de Cethlenn, Balor é notável por seu olho no meio da testa e outro na parte de trás da cabeça, que o prevenia de ser atacado furtivamente pelas costas. 

Quando criança, Balor observava os druidas de seu pai prepararem suas poções mágicas e venenosas e um dia, uma dessas poções respingaram em seu olho, o que fez seu olhar se tornar mortal para todos aqueles à quem ele olhava. Balor podia disparar uma espécie de laser desse olho, fulminando tudo o que ele olhava, e além disso, veneno escorria dele como lágrima. Ele mantinha o maléfico olho fechado com uma espécie de venda quando não estava em batalha, e ela era tão pesada que precisava de quatro servos para levantá-la.



Um dia, já rei, Balor ouviu uma profecia de que ele seria morto pelo seu próprio neto. Para evitar que ela se cumprisse, Balor trancou sua única filha Ethlinn em uma torre de cristal, para impedi-la de ficar grávida. Com a ajuda da druidesa Birog, Cian (um membro dos Tuatha Dé Danann) conseguiu entrar na torre e coabitou com Ethlinn. Ela deu à luz a trigêmeos, mas quando Balor descobriu, atirou as crianças no oceano.

Birog conseguiu salvar apenas um bebê, e o entregou para o deus do mar Manannan mac Lir, por quem ele foi criado. O menino, chamado Lugh Lamhfada, tornou-se membro dos Tuatha Dé Danann e os liderou, na segunda batalha de Mag Tuireadh .

Nesta segunda e última batalha, Balor matou o rei dos Tuatha de Danann, Nuada, com o seu olhar. No entanto, antes que ele abrise o olho novamente ,Lugh aproveitou o momento e acertou o olho de Balor com sua lança, ou segundo outras histórias, uma funda, fazendo com que Balor caísse morto sobre seu próprio exército. Seu olho acabou dizimando o exército fomoriano, e no fim Lugh decapita Balor, pendurando sua cabeça em uma árvore.

De acordo com uma lenda,  o olho de Balor ainda estava aberto quando ele caiu morto no chão. Assim, o raio de seu olho mortal abriu uma cratera na terra. Depois de algum tempo, a cratera se encheu de água, formando um lago chamado Loch na Suil (Lago do Olho), no Condado de Sligo, na Irlanda.




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14 de janeiro de 2014

Projeto "Contos dos Leitores"


Você que gosta e aprecia o trabalho do Portal dos Mitos pode colaborar conosco a partir de agora. Mande para para o email portaldosmitos@gmail.com o seu texto, creepypasta, contos de fantasia, terror, etc. Estaremos selecionando os melhores textos para postar ou no blog ou em nossa fã page.

Envie o texto com título e o seu nome/nick de autor. Se tiver imagens relacionadas ao texto, envie junto. Caso seu texto seja selecionado para ser postado, retornaremos o email avisando o dia em que ele será postado e onde (no blog ou página). 

Participem!!!!

*** ATUALIZAÇÃO EM 23/04/2014: Como não houve interesse nenhum neste projeto, a chamada está descontinuada. 


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13 de janeiro de 2014

Ninkasi

۞ ADM Sleipnir



Ninkasi era a deusa suméria da cerveja. A lenda conta que ela nasceu da "água fresca cintilante. Sua presença terrena , manifestando-se através de cerveja, foi dita ser capaz de " satisfazer o desejo " e "saciar o coração". A ela foi dado o crédito pela criação das primeiras receitas de cerveja. As relações familiares de Ninkasi são discutíveis. Uma tradição diz que ela é a filha de Ninti e Enki. Outra diz que os pais de Ninkasi são Enlil e Ninkhursag . Siris ou Sirash ou é seu irmão ou seu marido, e ela teve uma quantidade de filhos questionável.

Ninkasi era uma deusa muito popular, e ela fornecia cerveja para os deuses, mas ela era também a personificação da cerveja. Quando os deuses e as pessoas bebiam cerveja, eles estavam consumindo a própria Ninkasi .

A cerveja possuía um significado social e religioso na sociedade suméria. Era fabricada, quase sempre por mulheres, em casa ou em tavernas para o consumo diário. A cerveja era oferecida em jarros gigantes e dedicada aos deuses em cerimônias da igreja. Há ainda esculturas antigas que retratam mulheres sumérias inclinando-se e bebendo cerveja, através de um canudo e, simultaneamente, participando de relações sexuais. Acredita-se que isso tenha alguma relação com as noções de "casamento divino".




Um hino foi escrito em homenagem a Ninkasi em aproximadamente 1800 a.C., embora existisse através da tradição oral muito antes disso. Esse hino dedicado a deusa , contém a mais antiga receita conhecida de cerveja. No ano de 1989, a Cervejaria Anchor produziu uma edição limitada da Cerveja Ninkasi, que foi fabricada utilizando a receita descrita no hino.

Esse hino (que você lerá abaixo) é um dos mais antigos escritos conhecidos a serem documentados e preservados. 

Nascida da água corrente (…)
Delicadamente cuidada por Ninhursag
Nascida da água corrente (…)
Delicadamente cuidada por Ninhursag

Tendo fundado sua cidade pelo lago sagrado,
Ela rematou-a com grandes muralhas por você,
Ninkasi, fundando sua cidade pelo lago sagrado,
Ela rematou-a com grandes muralhas por você.

Seu pai é Enki, Senhor Nidimmud,
Sua mãe é Ninti, a rainha do lago sagrado,
Ninkasi, seu pai é Enki, Senhor Nidimmud,
Sua mãe é Ninti, a rainha do lago sagrado.

Você é a única que maneja a massa,
com uma grande pá,
Misturando em uma cova o bappir com ervas aromáticas doces,
Ninkasi, você é a única que maneja
a massa com uma grande pá,
Misturando em uma cova o bappir com tâmaras ou mel.

Você é a única que assa o bappir
no grande forno,
Coloca em ordem as pilhas de sementes descascadas,
Ninkasi, Você é a única que assa
o bappir no grande forno,
Coloca em ordem as pilhas de sementes descascadas,

Você é a única que rega o malte
jogado pelo chão,
Os cães fidalgos mantém distância, até mesmo os soberanos,
Ninkasi, você é a única que rega o malte
jogado pelo chão,
Os cães fidalgos mantém distância, até mesmo os soberanos.

Você é a única que embebe o malte em um cântaro
As ondas surgem, as ondas caem.
Ninkasi, você é a única que embebe
o malte em um cântaro
As ondas surgem, as ondas caem.

Você é a única que estica a pasta
assada em largas esteiras de palha,
A frialdade dominou.
Ninkasi, Você é a única que estica
a pasta assada em largas esteiras de palha,
A frialdade dominou.

Você é a única que segura com ambas as mãos
o magnífico e doce sumo,
Fermentando-o com mel e vinho
(Você, o doce sumo para o eleito)
Ninkasi, (…)
(Você, o doce sumo para o eleito).

O barril filtrador, que faz
um som agradável,
Você ocupa apropriadamente o topo
de um grande barril coletor.
Ninkasi, o barril filtrador,
que faz um som agradável,
Você ocupa apropriadamente o topo
de um grande barril coletor.

Quando você despeja a cerveja filtrada
do barril coletor,
é como os barulhos dos cursos
do Tigris e do Euphrates.
Ninkasi, você é a única que despeja
a cerveja filtrada do barril coletor,
é como os barulhos dos cursos
do Tigris e do Euphrates.


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11 de janeiro de 2014

Hakutaku (Bai Ze)

۞ ADM Sleipnir


O Hakutaku (白澤 "Pântano Branco") é um sábio e quimérico yokai, semelhante a um boi branco com o rosto similar ao humano. Ele possui nove olhos e seis chifres no total, sendo 3 olhos e 2 chifres na cabeça, e a mesma quantidade em cada lado do corpo. Ele vive em montanhas remotas, e assim como o Qilin, só aparece em épocas e países onde o governador da terra é um líder sábio e virtuoso. Ele é um símbolo de bons presságios e de boa sorte. Hakutaku pode falar línguas humanas, e é altamente bem informado sobre todas as coisas acerca da criação.

A criatura é uma importação cultural da China, onde ele é conhecido como Bai Ze. Um dos relatos mais famosos sobre o Hakutaku vem do lendário Imperador Amarelo chinês (2697-2597 aC) . O imperador estava realizando um passeio imperial em suas terras, e no leste, perto do mar, ele subiu uma montanha e encontrou um Hakutaku. Os dois conversaram, e a criatura contou ao imperador que, em toda a criação, haviam 11.520 tipos diferentes de yokai. 


O imperador mandou seus subordinados registrarem tudo o que o Hakutaku disse, e toda a informação foi preservada em um volume conhecido como o hakutakuzu (ou Bái Zé Tǘ - 白 泽 图/白 泽 图) . Este volume registrava cada tipo de yokai, junto com o tipo de males que eles fazem, ou desastres que eles causam, bem como a forma de lidar com eles - uma espécie de manual demoníaco, por assim dizer. Infelizmente o hakutakuzu foi perdido há muito tempo, e não existem exemplares sobreviventes.

Por causa de seu incrível conhecimento sobre vários tipos de yokai e monstros, pinturas dos Hakutaku eram muito populares no Japão durante o período Edo. Elas eram vendidas e usadas ​​como amuletos de boa sorte, assim como guardas contra espíritos malignos, doenças e yokais. Devido ao fato do Hakutaku conhecer tudo, acreditava-se que os yokais iriam ficar longe dele.


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9 de janeiro de 2014

Anfisbena

۞ ADM Sleipnir



A Anfisbena (do grego Amphisbaena) é um réptil presente nas lendas européias e na heráldica, comumente descrita como uma serpente com uma cabeça em ambas as extremidades. Seu nome deriva de uma palavra grega que significa "ir para os dois lados", e ela o ganhou porque acreditava-se que ela poderia se mover para trás ou para a frente com a mesma facilidade. 

Características

A Anfisbena mitológica é descrita como uma serpente de duas cabeças, uma acima do pescoço e uma no final de sua cauda preênsil, por vezes representada com as garras e as pernas de um pássaro e as asas pontiagudas de um morcego. Em bestiários e manuscritos, representações da anfisbena apresentam suas mandíbulas envolvidas em torno de seu próprio rabo/pescoço, criando um arco que pode rolar ou mover-se como uma roda de carroça. Quando as duas cabeças tentam avançar ao mesmo tempo, a criatura forma um círculo. 




Habitat

Anfisbenas vivem nos desertos, sendo bem comuns em todo o território, e elas ficam à espreita para atacar animais incautos ou viajantes no deserto. 

Anfisbenas são adversários formidáveis​​. Elas podem atingir velocidades espetaculares em qualquer direção e podem mudar de direção com facilidade, para surpreender suas presas ou iludir seus caçadores. No auge de sua velocidade, elas secretam um perigoso e doloroso veneno que mata rapidamente. Ninguém está a salvo de uma Anfisbena, mesmo à noite, porque os seus olhos brilhantes penetram na escuridão. 

Depois de uma Anfisbena depositar seus ovos nas areias quentes, ela os vigia. Enquanto uma de suas cabeças dorme, a outra vigia, com olhos tão brilhantes como o fogo. 

A Anfisbena nas lendas

Nos mitos gregos, o sangue da Górgona Medusa gerou muitas serpentes mortíferas conforme Perseu carregava a cabeça da Górgona sobre o deserto da Líbia. Entre essas serpentes estava a primeira Anfisbena. Quando o exército de Cato marchou através do deserto, anfisbena se alimentou dos soldados caídos.

Ela tem sido citada por poetas, como Nicandro de Cólofon, John Milton, Alexander Pope, Alfred Tennyson, e Alfred Edward Housman, e a Anfisbena como uma criação mitológica e lendária foram citados por Lucano, Caio Plínio Segundo, Isidoro de Sevilha, e Thomas Browne, os últimos dos quais desiludiram a sua existência. 



Medicamentos e outros usos para a Anfisbena


  • Apesar de seu veneno perigoso, capturar uma Anfisbena pode provar o seu valor. Sua pele seca pode curar reumatismo e remediar frieiras, pois reduz o inchaço das mãos e dos pés quando inflamados por causa do frio; 
  • Uma Anfisbena viva é um excelente talismã para qualquer mulher grávida. Na verdade, profetisas e mulheres de prestígio ou de alta patente usavam pulseiras douradas esculpidas na semelhança de um anfisbena, pois era um símbolo de poder e proteção; 
  • No deserto da Líbia existe um réptil chamado Amphisbaena, e apesar de sua natureza, é muito menos fantástica do que as lendas relatam; 
  • Amphisbaena também é o nome científico de um gênero de vermes-lagartos sem pernas capazes de mover-se em ambos os sentidos com caudas camuflados. Quando levanta a sua cauda, fica parecendo que ela possui uma cabeça adicional, e, com essa camuflagem, o lagarto protege seus ovos e ilude os predadores.





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Ruby