24 de julho de 2017

Allatu

۞ ADM Sleipnir

Arte de Genzoman
Allatu (também conhecida como Allatum ou Allat) é a deusa do submundo adorada por povos semitas, incluindo os cartagineses. Ela foi inspirada na deusa mesopotâmica Ereshkigal, e também pode ser equiparada a deusa canaanita Arsay.  Seu consorte é Nergal, o deus da guerra e da pestilência.



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21 de julho de 2017

Chicomecoatl

۞ ADM Sleipnir




Chicomecoatl ("Sete-serpentes" na língua nauátle) é a deusa asteca da agricultura, principalmente a do milho, e a contraparte feminina ou consorte do deus do milho CenteotlEla também era chamada de Xilonen ("A peluda"), uma referência às barbas do milho em vagem. Chicomecoatl é uma deusa associada á nutrição, abundância e a fertilidade. Por tanto, era encarregada de prover alimento aos seres humanos.

Representações


Chicomecoatl foi retratada em códices astecas com o corpo e o rosto pintados de vermelho, vestindo em sua cabeça um característico cocar retangular ou um leque plissado de papel vermelho. Ela também foi representada em esculturas muitas vezes segurando uma espiga de milho em cada mão.



Culto

Uma cerimônia dedicada a Chicomecoatl ocorria no mês Huei Tozoztli ("do jejum prolongado"), que se situa em setembro. Nesse mês, os altares das casas eram decorados com milhos, e as sementes eram depositadas nos templos, onde eram abençoadas pela deusa. Dentro do templo, era oferecida em sacrifício uma jovem representando a deusa. Ela era decapitada e seu angue era vertido sobre uma estátua de Chicomecoatl, enquanto um sacerdote vestia sua pele esfolada.



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19 de julho de 2017

Aunyaina

۞ ADM Sleipnir


Anuyana é uma criatura pertencente ao folclore da tribo Tupari, de Rondônia. Ela é descrita como sendo uma gigantesca criatura dotada de presas de javali. De acordo com as lendas, ele é um feiticeiro que usa magia para se transformar em um terrível monstro,m cuja dieta consiste de seres humanos. 

O Anuyana caça e devora qualquer um que for tolo o suficiente para se aventurar sozinho na floresta, mas suas vítimas preferidas são as crianças. Uma vez que ele captura sua presa. ele a rasga em pedaços com suas presas e a consome inteiramente, triturando seus ossos.

Uma história conta que certa vez algumas crianças que estavam sendo perseguidas pelo Aunyaina subiram nas árvores para escaparem. As crianças pularam de árvore em árvore usando as videiras para se balançarem, e o Aunyaina as seguiu. Vendo a situação, um papagaio voou em direção ao Aunyaina e cortou a videira onde ele se perdurava no momento, fazendo com que o monstro caísse no chão e morresse. De seu cadáver, vieram os répteis e os lagartos que hoje habitam a Terra. As crianças ficaram com muito medo de descer da árvore e, eventualmente, se tornaram os macacos que vivem lá até hoje.


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17 de julho de 2017

Huay Chivo

۞ADM Sleipnir


O Huay Chivo é uma criatura lendária da região de Yucatán, no México, geralmente descrita como sendo metade humana, metade cabra. De acordo com as lendas, trata-se de um feiticeiro maligno que fez um pacto com o Kisin (expressão maia para se referir ao diabo). Como parte do ritual, ele bebeu sangue de cabra, e a partir de então adquiriu a habilidade de se transformar neste ser aterrorizante.


Conta-se que o Huay Chivo habita em lugares remotos como florestas e montanhas, e sai durante a noite para se alimentar do gado e do frango de fazendas próximas. Por conta disso, tornou-se associado  nos últimos tempos ao Chupa-cabras.

Nos povoados do interior do estado é comum ouvir diversas histórias sobre encontros com esta criatura. Diz-se que se uma pessoa cruza o caminho de um Huay Chivo, ela deve desviar o olhar. Dessa forma, ela só sentirá um frio intenso e um mau cheiro, mas se ela olhar diretamente para ele, em algumas horas sofrerá com febres e mal-estar.


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14 de julho de 2017

Galla

۞ ADM Sleipnir


Os Galla (também chamados de Gallu são um grupo de sete demônios do submundo pertencentes as mitologias suméria e acadiana. Eles atendem diretamente a Ereshkigal,  a deusa da morte e rainha de Irkalla, irmã da deusa Inanna/Ishtar.  Eles costumam ser descritos como seres com cabeça de touro, com garras e presas enormes, e carregando machados.

Qualquer um, seja um mortal ou um deus, que entra em Irkalla está condenado a permanecer lá. Os Galla, no entanto, são os únicos livres para ir e vir como quiserem. Eles vem a superfície para aterrorizar a humanidade e ocasionalmente trazem consigo uma pessoa ao retornar ao submundo.  Eles são seres incorruptíveis, não possuem a necessidade de comer e nem beber e não possuem desejos sexuais. Conta-se que eles odeiam em especial as crianças.

No mito da descida de Inanna/Ishtar ao submundo, esses demônios foram enviados por Ereshkigal para buscar Dumuzi/Tammuz, consorte de Inanna/Ishtar, e levá-lo até Irkalla, onde ele ocuparia o seu lugar. Esta foi a condição que Ereshkigal estabeleceu para permitir que Inanna deixasse o local.

 

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12 de julho de 2017

Akabeko

۞ ADM Sleipnir



Akabeko (jap: 赤 べ こ, "vaca vermelha") é uma vaca lendária da antiga região de Aizu (hoje Fukushima) no Japão, que inspirou um brinquedo tradicional.

O brinquedo é feito com dois pedaços de madeira coberta de papel-mâché, moldados e pintados para parecer uma vaca ou boi vermelho. Uma peça representa a cabeça e o pescoço da vaca e a outra é o corpo. A cabeça e o pescoço pendem em uma corda e se encaixam no corpo oco. Quando o brinquedo é movido, a cabeça se move para cima e para baixo e também de lado a lado. Os primeiros akabeko foram criados no final do século XVI ou início do século XVII.

 
Ao longo do tempo, as pessoas chegaram a acreditar que esses brinquedos poderiam afastar a varíola e outras doenças. A confecção do Akabeko tornou-se um dos ofícios mais famosos da prefeitura de Fukushima e um símbolo da região de Aizu. Também foi reconhecido como um símbolo da região de Tōhoku, da qual a prefeitura de Fukushima é parte. 

Origem da lenda

De acordo com uma lenda de Aizu registrada pelo historiador Thomas Madden, os brinquedos akabeko são baseados em uma vaca vermelha real que vivia na região em 807 d.C. Naquela época, um monge chamado Tokuichi estava supervisionando a construção de Enzō-ji, um templo localizado em Yanaizu, Fukushima. Após a conclusão do templo, a vaca entregou seu espírito a Buda, e sua carne imediatamente se transformou em pedra.


Outra versão da lenda afirma que a vaca em vez disso se recusou a abandonar os terrenos do templo após a construção ser completada, e acabou se tornando uma estátua permanente lá. A vaca vermelha foi chamada de akabeko (onde aka = vermelho e Beko é um dialeto de Aizu para vaca) e se tornou um símbolo de devoção zelosa ao Buda.

Após Toyotomi Hideyoshi solidificar seu poder sobre o Japão, seu representante, Gamō Ujisato, foi enviado para ser o senhor da região de Aizu em 1590. Em seu novo posto, Ujisato ouviu a história de Akabeko e ordenou aos artesãos da corte que o acompanharam de Kyoto, que criassem um brinquedo baseado na vaca vermelha. Estes primeiros akabekos de papel-mâché introduziram a maioria dos elementos básicos pelos quais o brinquedo é conhecido.

No mesmo período, o Japão sofreu um surto de varíola. As pessoas em Aizu perceberam que crianças que possuíam brinquedos akabeko pareciam não pegar a doença. A cor vermelha do akabeko pode ter aumentado esta associação, já que acreditasse que amuletos vermelhos protegem contra essa doença. Os brinquedos Akabeko tornaram-se muito populares como encantos para evitar a doença, uma superstição que persiste nos tempos modernos. O brinquedo tornou-se um dos poucos artesanatos da Prefeitura de Fukushima a ser conhecido em todo Japão  e um símbolo da região de Aizu. 

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10 de julho de 2017

Aerico

۞ ADM Sleipnir


Aerico (em grego: αγερικό ou αερικό, também chamado Aerica, Aerika ou Ayerico) é um demônio propagador de doenças originário do folclore da Albânia e da Macedônia. Acredita-se que ele vive no ar de forma indetectável, embora, algumas vezes, se manifeste em forma humana. 

Acredita-se também que ele é o responsável por espalhar doenças como a peste e a malária.


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7 de julho de 2017

Radandar

۞ ADM Sleipnir

Arte de Catherine
Os Radandar (plural, singular: Radande) são fadas das árvores pertencentes ao folclore sueco, e bastante semelhantes às dríades e hamadríades das mitologias grega e romana. Assim como as hamadríades, os Radandar estão ligados à árvore na qual nasceram enquanto ela estiver viva. Também conhecidos como "povo da árvore", diz-se que eles podem assumir uma forma humanóide e se locomover a uma curta distância de suas árvores.  Em casos extremos, eles podem até mesmo arrancar a árvore inteira e usar as raízes para se locomover. Em sua forma humanóide, eles são freqüentemente descritos como se assemelhando a sua árvore em suas roupas e características faciais. 


Arte de Traci Shepard

Radandar geralmente crescem no centro de um anel de fadas, em uma árvore solitária próxima de uma encosta ou na árvore mais antiga em um bosque, ao lado de uma fonte ou em uma de duas árvores entrelaçadas. 

Se a árvore for cortada, o Radande pode morrer com ela, ou o seu espírito pode permanecer no local e se vingar, assombrando a floresta ou aqueles que derrubaram sua árvore.

Arte de Fallen / Soul

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5 de julho de 2017

Each-uisge

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia escocesa, o Each-uisge ("cavalo d'água" em gaélico escocês) é um cavalo sobrenatural que assombra as Terras Altas, sendo considerado o ente das águas mais perigo da Grã-Bretanha. Ele vive sob as águas de rios, lagos e mares, e muitas vezes é confundido com outro cavalo sobrenatural, o Kelpie, mas este vive exclusivamente em rios e córregos, e não é tão perverso quanto o Each-uisge. 

O Each-uisge possui a habilidade de mudar de forma, podendo aparecer como um magnífico cavalo, um pássaro gigante ou um ser humano. Qualquer um que o monte enquanto estiver em forma de cavalo só estará a salvo enquanto estiver cavalgando em terra firme.  


Se o Each-uisge sentir cheiro de água ou ter o mínimo vislumbre de uma fonte de água, sua pele se torna adesiva, e a pessoa que o estiver montando no momento ficará presa a ele. O Each-uisge então cavalgará até a fonte de água, e arrastará sua vítima até a parte mais profunda, onde ela morrerá afogada. Em seguida, o Each-uisge irá despedaçar e devorar sua vítima, deixando somente o fígado dela intacto, que boiará até chegar a superfície.

O Each-uisge não ataca só humanos, mas também ovinos e bovinos. Dizem que o cheiro de carne assando pode atraí-lo para fora d'água.

Quando muda sua forma para a forma humana, o Each-uisge se torna um homem belo e atraente. A única forma de ser reconhecido é pelas ervas daninhas em seu cabelo. Por esta razão, os escoceses são sempre cuidadosos e mantém guarda quando um cavalo solitário ou estranho é visto próximo a borda da água, especialmente se for um covil conhecido da criatura.


Algumas pessoas creem que o Each-uisge é um espírito aquático que guarda o caminho para a vida após a morte. Sua tarefa seria testar as pessoas para ver se eles são dignos de se juntarem aos seus antepassados. Se ele não matar a pessoa, é porque ela é digna de se encontrar com os seus antepassados no submundo quando morrer.


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3 de julho de 2017

Perun

۞ ADM Sleipnir




Perun (em cirílico: Перун) é o deus eslavo das tempestades, dos raios e dos trovões. Ele é um dos mais poderosos deuses eslavos e membro da trindade eslava (Triglav), juntamente com Svarog e SvetovidDevido aos seus atributos e personalidade, Perun costuma ser comparado ao deus grego Zeus e aos nórdicos Odin e Thor .

Perun é considerado uma figura temível em termos de poder, mas assim como Zeus, ele é uma divindade paternal e líder dos deuses eslavos. Apesar de também ser comparado ao nórdico Odin, sua aparência se assemelha mais à seu filho Thor. Com uma longa barba cobreada, Perun é um homem musculoso e robusto, que monta uma carruagem puxada por uma cabra. Segundo as lendas, os trovões eram o barulho das rodas de sua carruagem enquanto o mesmo viajava pelos céus.
Essencialmente, Perun não é apenas o deus do trovão e dos raios, ele é também o patrono dos soldados e dos nobres guerreiros, o deus governante e guardião da lei e também o estandarte do poder e dominação masculina. Perun ocupa um lugar familiar na mitologia como um deus poderoso e temperamental, cujas ações eram baseadas em parte no seu temperamento. 

Tal como acontece com grande parte da mitologia em todas as culturas, as histórias de Perun eram contadas pelo menos em parte para ajudar a explicar o mundo em que os eslavos viviam. Terremotos, tempestades violentas e outros atos imprevisíveis da natureza eram muitas vezes atribuídos à Perun e ao seu temperamento explosivo. Como líder dos deuses, Perun era o exemplo mais visível de como o seu poder influenciava o mundo em que os eslavos viviam.
  
Arte de Krzysztof Gielczynski

Armas

Perun possui uma variedade de armas poderosas. Uma delas é o seu machado, com o qual é muitas vezes representado. Assim como o martelo de Thor, o machado de Perun retornava para ele depois de atirado. O machado de Perun era muitas vezes usado como um colar por eslavos pagãos para proteção contra doenças, contra raios e contra o mal em geral. Perun também possui uma marreta de pedra, a qual ele lança em seus inimigos e os petrifica. Outra arma do arsenal de Perun é um arco mágico, com o qual ele atira raios como se fossem flechas. A arma mais poderosa de Perun são as chamadas "Maçãs de Ouro". Na verdade, elas eram bolas de raios, e seu poder de destruição é devastador. 

Mitologia 

Perun é filho dos deuses Svarog e Lada, ou segundo uma versão do mito, ele nasceu de Lada após ela comer um peixe que continha a semente de Rod, o deus criador. O nascimento de Perun foi anunciado por um grande terremoto. Ainda bebê, Perun demonstrou seu poder e seu temperamento em histórias onde ele supera grandes desafios. 

Em uma dessas histórias, Perun é levado para o submundo por uma serpente, e permanece lá dormindo por 300 anos. Após finalmente ser encontrado e acordado pelos servos de sua mãe, Perun enfrenta uma longa jornada até encontrar e derrotar a serpente. Depois, retorna aos céus e assume o posto de líder do panteão.




Perun e Veles

Assim como na mitologia nórdica, o mundo eslavo era retratado como uma grande árvore de carvalho, que separa o mundo em três partes: Parv, onde os deuses governavam, Yav, que é habitado pelo homem e constitui tudo o que pode ser visto pelo olho mortal, e, finalmente, Nav, que é mostrado como as raízes da árvore e é a terra dos mortos, em outras palavras, o submundo eslavo. Debruçado sobre os ramos de Parv, Perun vigia o mundo mortal, protegendo-o de irregularidades, como Veles, o deus do submundo.

A relação entre Perun e Veles é vista em um mito eslavo que descreve a subida anual de Veles, na forma de uma serpente ou dragão, através da árvore do mundo até Parv, onde sempre rouba algo pertencente à Perun, seja seus filhos, sua esposa ou seu gado. Perun persegue Veles ao redor da terra, atacando-o com seus raios do céu. Veles foge dele transformando-se em vários animais, ou se esconde atrás de árvores, casas ou pessoas. Os eslavos acreditavam que onde quer que um raio atingisse, Veles estava se escondendo de Perun debaixo ou atrás desse local.

Arte de Bua-Ryohei-Jr

Ao
final da batalha, Veles é morto ou mandado de volta para o submundo, e tudo o que ele roubou é restituído sob a forma de chuva.
 
Perun então retorna triunfante ao seu trono no topo da árvore, onde exclama com orgulho leva seu trono no topo da árvore. Este mito se repete a cada ano, quando Veles retorna como uma serpente mais uma vez, deixando cair sua pele ferida pela batalha anterior.

Para os eslavos, a vinda das chuvas significava a vitória de Perun sobre Veles. Sempre que havia um atraso na chegada de chuva, significava que Perun ainda não havia derrotado Veles.



A Adoração de Perun 


Para os eslavos, Perun era certamente um deus poderoso que invocava muitas estátuas honrando seu nome. Na verdade, as estátuas de Perun feitas de árvores de carvalho ou de pedra eram bastante comuns na cultura eslava pré-cristã. O carvalho parece ter sido a forma mais proeminente na qual as estátuas de Perun eram esculpidas. Na verdade, muitas aldeias eslavas esculpiam uma imagem de Perun no carvalho mais proeminente que estivesse nas proximidades, onde festivais eram frequentemente realizados

Muitos santuários ainda existem hoje localizados nos sopés e nos topos de montanhas ou em bosques sagrados de carvalhos antigos. Onde quer que houvesse um lugar geral para culto, imagens de Perun podiam ser encontradas. Muitas vezes, sacrifícios animais também eram realizados em oferendas para Perun. Além do carvalho, o dia de quinta-feira e o estanho também foram associados com Perun.



A Chegada do Cristianismo

Após a chegada do cristianismo em terras eslavas, o papel do Perun foi tomado por São Elias. Mesmo assim, Perun e as histórias sobre ele permaneceram na tradição popular, porém a maioria delas passou a ter São Elias como personagem principal. Para os eslavos que viviam na parte ocidental da Europa, São Miguel Arcanjo atuava como um substituto adequado para Perun, como comandante dos exércitos celestiais que conquistou e derrotou o Diabo. 

A Igreja satanizou a figura de Perun (e de outros deuses também) provavelmente por causa de seu forte culto e influência na vida dos eslavos. E ao substituí-lo por outra divindade,mas mantendo seus atributos, muitas das grandes igrejas cristãs foram capazes de converter os eslavos a sua fé. 


Arte de Dusan Bozic
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30 de junho de 2017

Mielikki

۞ ADM Sleipnir



Mielikki ("boa senhora") é a deusa finlandesa das florestas e da caça, assim como a protetora dos animais. Ela é referida em vários contos como sendo consorte do deus da florestas Tapio, e mãe das deusas Nyyrikki e Tuulikki.  Seu animal totêmico era o urso, e conta-se que ela protegia os filhotes de urso até que estes se tornassem adultos.


No Kalevala, o épico nacional finlandês, o herói Lemminkäinen oferece preces a ela e a Tapio, além de uma oferta de ouro e prata, para que os deuses permitam que ele capture o alce Hiisi. Em outra passagem, Mielikki é convidada a proteger o gado pastando na floresta. Em um país onde a floresta era central para fornecer alimentos através da caça, da colheita e do pastoreio de gado, era importante manter Mielikki do seu lado. 

Mielikki é conhecida como uma habilidosa curandeira, que cura as patas de animais que escaparam de armadilhas, ajuda filhotes de pássaros que caíram de seus ninhos e trata as feridas dos Tetrazes após suas exibições de acasalamento. Ela conhece bem as ervas curativas e também ajuda os seres humanos se souberem lhe pedir da maneira certa. Tanto ela quanto Tapio eram invocados para atrair a fertilidade humana, animal e vegetal.

Cultura Popular

Mielliki é citada na música Elvenpath da banda finlandesa de metal Nightwish. Ela também aparece em Dungeons & Dragons, na campanha The Forgotten Realms.



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28 de junho de 2017

Xiangliu

۞ ADM Sleipnir


Xiangliu (ou Xiangyou, chinês : 相 柳) é uma serpente (ou dragão) mitológica chinesa, e portadora de nove cabeças. Algumas ilustrações descrevem essas nove cabeças como cabeças humanas.

De acordo com o Shan Hai Jing (chinês 山海經, "Clássico das montanhas e mares"), Xiangliu era um servo do deus das águas Gong Gong. Ele devastava a ecologia em todos os lugares por onde passava, deixando nada além de ravinas e pântanos desprovidos de vida animal. 

Xiangliu foi morto por Yu, O Grande, primeiro governante e fundador da Dinastia Xia, ou segundo uma versão moderna, pela deusa Nu Kwa, após ser derrotado pelo deus do fogo Zhu Rong.

Estátua de Yu enfrentando Xiangliu, localizada no Dayu Myth Park, em Hubei, China


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26 de junho de 2017

Oceano

۞ ADM Sleipnir



Oceano (do grego Ὠκεανός, Okeanós) é um dos titãs da mitologia grega, filho primogênito de Urano e Gaia. Ele era a personificação de um imaginário rio de água doce que de acordo com o poeta Homero, rodearia o mundo habitado. Oceano era o deus das águas correntes, do fluxo e do refluxo e a origem de todas as massas líquidas e fontes de água doce do mundo. Ele também era visto como o deus que regulava o nascer e o pôr dos astros que, segundo se supunha, emergiam e submergiam em seu reino aquoso nos confins da terra.

Sua irmã e consorte era a titânide Tétis, que aparentemente distribuía suas águas por meio de cavernas subterrâneas aos filhos do casal que, segundo a Teogonia de Hesíodo, incluíam três mil deuses-rios e de igual número de oceânidas.

Nas margens do Oceano e em suas ilhas, encontravam-se muitos lugares míticos, inclusive o reino de Hades. Tal conceito torna compreensível geografia das gestas de Héracles e de Odisseu, que se deslocam de um ponto cardeal a outro pelo Oceano, bem como a localização dos Jardins das Hespérides, das Górgonas, de Ogígia e dos Hiperbóreos.

Oceano pode ter sido identificado com Ofião, titã que nos mitos órficos governou os céus antes de ser derrotado e atirado por Cronos ao rio que circunda o mundo.


A partir da época helenística, quando mudaram as concepções cosmológicas dos gregos, Oceano passou a ser identificado com os grandes corpos de água salgada que vieram a ser conhecidos pelos gregos, o Atlântico (também conhecido como "Mar Oceano") e o Índico , enquanto Poseidon passou a ser considerado como o deus do Mar Mediterrâneo. Oceano passou a ser representado com atributos marinhos, Tétis se tornou representação da fecundidade do mar e as oceânidas, ninfas do mar aberto.

Iconografia 

Nos mosaicos helenísticos e romanos, Oceano recebeu atributos mais marcadamente marinhos. No lugar dos chifres, tinha frequentemente garras de caranguejo e também podia carregar um remo e embalar um navio.


Um vaso de 580 a.C. mostra Oceano no casamento de Peleu e da nereida Tétis (não confundir com a titânide esposa de Oceano) com uma cauda de serpente, levando um peixe numa mão e uma serpente na outra, para representar abundância e profecia. Outras vezes, era representado como os outros deuses-rios, ou seja, era representado da cintura para cima como um homem musculoso com chifres e barba longa e da cintura para baixo como uma serpente.


 
Mitos 

Segundo a mitologia, Oceano recusou-se a ficar ao lado de Cronos em sua revolta contra Urano. Na maioria das variantes da guerra entre os Titãs e os Olímpicos, a Titanomaquia, Oceano, assim como Prometeu e Têmis, também não toma partido e permanece à margem do conflito.

Na Ilíada, o escudo de Aquiles, forjado por Hefesto, é cercado, como o próprio mundo que representa, pelo Oceano: Na orla esculpiu do enorme rijo escudo / A ingente força do Oceano rio. Hera, ao pedir licença a Zeus para ausentar-se, alega que vai visitar Oceano para reconciliá-lo com Tétis:


Concede-me os desejos com que dornas
Humanos e imortais: aos fins do globo
Visitar o Oceano pai dos deuses
E a Tetis madre vou, que em seus palácios,
Tomada a Reia, me criaram, quando
Exul a terra e ao mar ínsemeável
A Saturno arrojou previsto Jove:
Congraçá-los pretendo; há largo tempo
Do amor se abstém, de cólera assaltados.
Se os reduzo no leito a se afagarem,
Ser-lhes-ei cara sempre e veneranda.

Em sua viagem às Hespérides, Héracles forçou Hélios a emprestar-lhe sua carruagem dourada para cruzar o Oceano. Quando este começou a sacudir a carruagem, Héracles o ameaçou e acalmou suas águas. A jornada de Héracles na carruagem do sol sobre Oceano é um tema frequente nas pinturas de vasos áticos.

Arte de Jorge Ordoñez Chilaron

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23 de junho de 2017

Teke-teke

۞ ADM Sleipnir

Teke-teke (ou Tek-Tek, em jap: テケテケ) é uma assustadora lenda urbana japonesa sobre uma garota que caiu de um trem e acabou sendo partida ao meio pelo mesmo. A pobre garota demorou a morrer, sem receber nenhum tipo de socorro ou ajuda enquanto agonizava nos trilhos. Após sua morte, ela se tornou um espírito vingativo (onryō), que vaga pela noite em estradas escuras, arrastando seu torso no chão e carregando em suas mãos um objeto cortante (geralmente uma foice ou um facão). O nome teke-teke é uma onomatopéia referente ao som que a sua foice ou facão faz ao bater no chão enquanto ela se arrasta.

 
Alguns dizem que ela está procurando por suas pernas, que foram perdidas quando foi cortada pela metade. Outros dizem que ela está brava com a humanidade por não ter ajudado ela quando estava morrendo, e que ela simplesmente está fora para matar o maior número possível de pessoas.

Apesar de não ter pernas, ela pode se mover incrivelmente rápido, mas tão rápido, que ela pode até alcançar as vítimas que estejam fugindo de carro. Quando ela consegue alcançar suas vítimas, ela as corta ao meio, e rouba suas pernas.
 
Como acontece com a maioria das lendas urbanas, existem tantas versões da história sobre a Teke-teke que é impossível saber qual é a história original ou onde a mesma começou. Cada localidade possui sua própria versão da história, com detalhes diferentes. Em algumas histórias, a garota foi vítima de um trágico acidente; Em outros, ela cometeu suicídio. Em algumas histórias, certos encantos mágicos podem protegê-lo de sua ira; em outros, nada pode protegê-lo e você certamente morrerá. Em algumas versões, as vítimas da Teke-teke também se tornam Teke-teke.  

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Ruby