17 de novembro de 2017

Yanagi-baba

۞ ADM Sleipnir



Yanagi-baba (japonês: 柳 婆, "bruxa do salgueiro") é um yokai do folclore japonês, surgido de um salgueiro que viveu por mais de mil anos. Ele se assemelha a uma idosa com cabelos longos e verdes que lembram os ramos de folhas de salgueiro e com uma pele enrugada como uma casca de árvore. Em suas mãos ela carrega uma bengala feita com a madeira do salgueiro e um saco onde ela armazena a seiva da árvore. Seu estômago é conectado às raízes do salgueiro, e leva alimento diretamente a elas.

Embora seja um yokai relativamente inofensivo, Yanagi-baba é conhecida por assediar transeuntes, pegando seus guarda-chuvas e colocando-os em seus cabelos, soprando sobre eles uma espécie névoa através de seu nariz ou cuspindo a seiva da árvore neles.


Yanagi-baba possui um equivalente belo e de aparência mais jovem chamado Yanagi-onna (jap: (柳 の 女, "mulher de salgueiro"). Este yokai aparece no Ehon Hyaku Monogatari, um bestiário yokai publicado em 1841 pelo artista Takehara Shunsen, e que possui um estilo muito parecido com a série Gazu Hyakki Yakõ de Toriyama Sekien. 


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15 de novembro de 2017

Gloson

۞ ADM Sleipnir


Gloson (também chamado  Gravson ou Gluffsuggan) é um monstro pertencente ao folclore sueco, dito habitar em cemitérios e em suas redondezas. Ele é descrito como um grande porco ou javali com olhos incandescentes e dotado de cerdas afiadas em suas costas e de enormes presas, que ele afia nas lápides dos túmulos.

É uma criatura bastante perigosa e mortal, pois ao ver um ser humano caminhando em seu território, ele corre em sua direção passando por baixo de suas pernas e partindo-o ao meio. Ele também pode derrubá-lo usando seus cascos para golpear o chão e criar um grande tremor de terra.

Alguns historiadores teorizam que o Gloson seja um remanescente folclórico do javali pertencente ao deus nórdico Frey, Gullinbursti.


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13 de novembro de 2017

Panacéia

۞ ADM Sleipnir


Arte de Kathryn

Panacéia
(do grego Πανάκεια, "que tudo cura") era uma deusa da cura da mitologia grega, filha do deus da medicina Asclépio e de Epione, a deusa do alívio das dores.
 
O seu nome é muito utilizado com o significado de "remédio para todos os males". Conta-se que ela possuía um cataplasma ou uma poção capaz de curar todos os tipos de doenças.

Panacéia possuía quatro irmãs que juntamente com ela auxiliavam Asclépio em seu trabalho: Higéia (deusa da saúde), Iaso (deusa da recuperação), Aceso (deusa do processo de cicatrização) e Aglaea ou Aegle (deusa da magnificência e esplendor). Ela também possuía três irmãos: Macaão e Podalírio, que herdaram o dom de cura de Asclépio e  prestaram serviço como médicos do exército grego durante a Guerra de Tróia, e Telésforo, um anão cuja cabeça estava sempre coberta com um capuz e frequentemente acompanhava Higéia. 

A tradição médica fez com que o nome de Panacéia, o de sua irmã Higéia, o de seu pai Asclépio e o de seu avô Apolo figurassem no juramento de Hipócrates, que ainda é formulado por alguns médicos no momento da sua graduação:

“ Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo o meu poder e a minha razão, a promessa que se segue (...) ”

Este juramento, que data do século V antes de Cristo, começou a ser deixado de lado por volta da metade do século XX, porque muitos médicos consideraram que não tinha sentido formular um juramento em que se evoca deuses gregos. No congresso da Associação Médica Mundial, em 1948, estabeleceu-se um juramento alternativo, conhecido como Declaração de Genebra, que vem sendo adotado por um número crescente de países embora outros ainda continuem com o juramento de Hipócrates.




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10 de novembro de 2017

Kludde

۞ ADM Sleipnir


O Kludde (também conhecido como Kleure, Klerre, Kledde ou Waterkledde) é uma criatura metamorfa presente no folclore belga, dita assombrar o interior flamengo em busca de viajantes solitários para atacar. Geralmente aparece na forma de um monstruoso cão negro, às vezes alado e que anda sobre as patas traseiras, mas pode assumir a forma de inúmeros animais como gatos, cavalos, serpentes e corvos, e até mesmo de árvores e arbustos. Eventualmente ele pode até mesmo se transformar em um ser humano.

Por vezes, ele foi descrito como uma besta aquática ou goblin, e outras vezes como um demônio fugido do inferno, um lobisomem, ou até mesmo uma manifestação do próprio Diabo.



Como um metamorfo, o Kuddle pode assumir muitas formas diferentes, dependendo do que ele deseja fazer ou de como pretende pregar peças em suas vítimas. Ele pode desaparecer ou reaparecer à vontade para surpreender suas vítimas e é capaz de correr em velocidades sobrenaturais para alcançar qualquer um que tente fugir dele, tornando impossível escapar. Ao atacar, ele pode mudar o seu próprio peso e altura. Independentemente da forma em que se encontra, o Kludde é capaz de falar.

Kludde é um espírito malandro, embora seus truques variem de simples travessuras à assassinatos. Ele se esconde em meio a escuridão da noite, esperando o momento certo para atacar as pessoas. Um sinal de que ele está nas proximidades é o barulho de correntes batendo, que dizem cobrir o seu corpo. Ele também pode ser identificado por chamas azuis que flutuam na frente dele ou ardem em seus olhos.



Em algumas histórias, o Kludde é retratado como uma figura mais "brincalhona" do que como uma ameaça real. Sob a forma de um cavalo desnutrido, o Kludde, assim como um Púca ou um Kelpie, às vezes se oferece aos viajantes para que o montem e uma vez que é montado, dispara em um ritmo alucinante, conduzindo o seu passageiro em um passeio aterrorizante. No fim, ele  derruba suas vítimas em alguma fonte de água e ri de sua desgraça, deixando-as humilhadas e irritadas, porém ilesas. 

Às vezes, ele transforma-se em uma árvore para confundir os viajantes que dependem de pontos de referência, ou em um arbusto no meio do caminho para fazê-los tropeçar e cair. 

O Kludde é mais perigoso sob a forma de um cão preto, pois dessa forma ele é capaz de causar danos reais as suas vítimas. Ele pode caminhar ao lado de pessoas caminhando em uma estrada ou em outro trajeto, antes de saltar sobre suas costas e esmagá-las, assim como outra criatura do folclore belga, o Osschaart. Ele às vezes deixa suas vítimas viverem, ficando satisfeito com o medo que criou e desaparecendo, deixando os transeuntes em estado de choque. Outras vezes, ele fica de pé sob as pernas traseiras, levantando-se até que ele possa rasgar a garganta da vítima. Nessas circunstâncias, apenas o amanhecer ou o som dos sinos de uma igreja podem espantar um Kludde para longe e salvar sua vítima de uma morte horrível.



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8 de novembro de 2017

Archura

۞ ADM Sleipnir


Arte de AcrobaticRabbit
Archura (também chamado de Arsuri ou Arzjuré um espírito metamorfo da mitologia turca/tártara, protetor das florestas e dos animais selvagens. Ele orienta os pássaros sobre quando devem migrar e também impede que rebanhos de gado vaguem para dentro da floresta e se percam.

Archuras geralmente aparecem como homens de estatura normal, porém são capazes de mudar de tamanho, podendo ficar do tamanho de uma folha de grama ou de uma árvore muito alta. Seus cabelos e barba são feitos de grama viva, e eles as vezes são retratados com cauda, cascos e um par de chifres. Eles costumam estar vestidos como camponeses, usando um lenço vermelho no pescoço e usando os sapatos com os pés trocados.

Apesar de seu papel de protetor dos animais e da floresta, os Archuras são seres arteiros e amam pregar peças em seres humanos. Eles podem imitar vozes de pessoas familiares aos viajantes e assim fazê-los se perderem ou então atraí-los para o seu covil, onde eles os prendem e os torturam fazendo cócegas. Eles também gostam de sequestrar mulheres jovens.

Normalmente há apenas um Archura habitando em uma floresta, e quando há mais de um, eles lutam pelo território, derrubando árvores e assustando animais.

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6 de novembro de 2017

Leto

۞ ADM Sleipnir



Leto (em grego: Λητω, "gentil, recatada"; conhecida como Latona pelos romanos e Letun pelos etruscos) foi um das titânides da mitologia grega, filha dos titãs Céos e Febe e irmã da titânide Astéria. Com Zeus, foi a mãe dos deuses gêmeos Apolo e Ártemis 

Ela era cultuada como a deusa da maternidade e, ao lado de seus filhos, era vista como a deusa protetora dos jovens. Seu nome e iconografia sugerem que ela também era uma deusa da modéstia e recato feminino. Como sua irmã Astéria, ela também pode ter sido uma deusa da noite, ou, alternativamente, da luz do dia.

Na pintura de vasos gregos, Leto era representada como uma mulher que levanta o véu em um gesto de modéstia. Ela também era geralmente representada acompanhada de seus dois filhos.


Mitologia

O Nascimento de Ártemis e Apolo

Leto foi uma das amantes de Zeus, e acabou engravidando dele. Quando estava prestes a entrar em trabalho de parto, a deusa Hera proibiu Gaia de ceder um espaço de terra sequer para que Leto pudesse se abrigar e dar a luz.

Poseidon, o deus dos mares, viu o sofrimento de Leto e fez uma ilha emergir do mar, a ilha de Ortígia. Como esta ilha flutuante não estava conectada a nenhum outro pedaço de terra, estava fora do domínio de Gaia, e então pode abrigar a amante de Zeus. Abraçada a uma palmeira e contorcendo-se em dores, Leto esperou durante nove dias e nove noites para dar a luz, pois Hera, como não conseguiu impedir Leto de encontrar um lugar para se abrigar, resolveu impedir a deusa do parto, Ilítia, de deixar o Olimpo. 

As demais deusas se compadeceram da situação de Leto, e resolveram persuadir Hera. Elas enviaram a deusa mensageira Íris até o Olimpo levando um presente irrecusável para a rainha dos deuses: um colar de fios de ouro e âmbar entrelaçados com mais de três metros de comprimento. Finalmente, a deusa permitiu que Ilítia descesse à ilha. 

De joelhos, junto à palmeira, Leto deu à luz primeiro a Ártemis e depois, com ajuda desta, a Apolo. Vendo os sofrimentos pelos quais sua mãe passou, Ártemis jurou jamais se casar. Agradecido a Ortígia, Apolo fixou-a no centro do mundo grego e mudou-lhe o nome para Delos, "a brilhante". 


O gigante Tício


Tício era um gigante, filho de Zeus e Elara, filha de Orcómeno. Instigado por Hera, tentou violentar Leto,  e foi morto a flechadas por Apolo e Ártemis. Como tortura eterna, foi condenado a ficar, após sua morte, esticado no Hades, preso por seus braços e pernas, o qual cobria nove hectares, com abutres comendo o seu fígado.

A Morte dos Nióbidas


Os nióbidas eram na mitologia grega os filhos de Nióbe, filha de Tântalo, com Anfião, rei de Tebas. Pela ousadia da mãe em insultar Leto, foram aniquilados por Apolo e Ártemis.

Os habitantes de Tebas, realizavam uma cerimônia em honra a Leto, e carregavam coroas de louros em homenagem à ela e aos seus filhos. Em meio ao ritual, Nióbe surgiu com seu belo traje, mas sem uma coroa de louros na cabeça.

- Por que Leto possui rituais e eu não? - ela perguntou, em voz alta e gritante para todos os presentes - Sou filha de Tântalo, que jantou nos Salões do Olimpo. Sou Rainha de Tebas, mãe desta terra. Tenho sete filhos e sete filhas, que me darão muitos netos para me orgulhar. E o que Leto tem?

Suas palavras foram arrebatadoras, mas também persuasivas. Os habitantes de Tebas ouviram sua rainha e abandonaram as coroas de louros e o ritual incompleto. O insulto foi imenso para a deusa Leto, que descansava em seu palácio. Magoada e perplexa, ela chamou por seus filhos divinos e pediu que a justiça fosse feita. 

Como os magníficos caçadores que eram, Apolo e Ártemis desceram dos céus armados e sedentos por vingança. Apolo, armado com seus dardos letais, e Ártemis armada com seu mortífero arco e flecha. Chegando na terra, as flechas da deusa da caça abateram os sete filhos homens de Nióbe. Um por um morto de forma sangrenta e desesperadora. A rainha de Tebas percebeu o que acontecia, e gritou aos céus por perdão quando era tarde demais.




Então chegou a vez dos dardos de Apolo perfurarem o coração das filhas de Nióbe. A rainha gritava e tentava agarrar, em vão, suas meninas. Num reflexo imediato, Nióbe agarrou sua filha mais nova, que ainda vivia e pediu:

- Deixe-me com esta. Pelo menos esta, por favor!

E um dardo perfurou o pescoço da menina.

Nióbe ajoelhou entre seus filhos mortos. Seus braços endureceram no solo, assim como suas pernas e corpo. A rainha parou de se mover, exceto pelas lágrimas que ainda corriam em quantidades grandes. Nióbe foi transformada em montanha; e de seus olhos feitos de terra, as lágrimas ainda descem.



fontes:
  • Wikipédia;
  • Livro Greek Mythology A to Z;
  • Página Mitologia Grega: https://www.facebook.com/contosdamitologia/
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Ruby