23 de maio de 2018

Gibil

۞ ADM Sleipnir

Arte do mobile game Tower of Saviors
Gibil (também GabilGirra ou Gerraacadiano girru) é o deus do fogo na mitologia suméria. Ele representava o fogo em todos os seus aspectos: de uma força destrutiva ao calor ardente do verão da Mesopotâmia. Ele era também o senhor da metalurgia, uma vez que o fogo era essencial para os ferreiros moldarem suas criações.

Em algumas versões do Enuma Elish, Gibil é dito manter a ponta afiada das armas, ter ampla sabedoria, e que sua mente é "tão vasta que todos os deuses, todos eles, não podem entendê-la". 

Gibil é descrito como filho de Anu (An) com a deusa Shala ou, alternativamente, como filho de Anu e Ki ou ainda de Ishkur e Shala. Ás vezes ele é dito ser filho de Nusku, deus sumério da luz e também do fogo, com quem costuma ser equiparado.


fontes:
  • Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia - An Illustrated Dictionary, por Jeremy Black e Anthony Green;
  • Encyclopedia of Ancient Deities, de Charless Russel Coulter Patricia Turner.
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21 de maio de 2018

Saraswati

۞ ADM Sleipnir


Saraswati (ou também Sarasvati, sânscrito: सरस्वती, "elegante") é a deusa hindu do conhecimento, da sabedoria e das artes, sendo a protetora dos artesãos, pintores, músicos, atores, escritores e artistas em geral. Ela também protege aqueles que buscam conhecimento, os estudantes, os professores, e tudo relacionado à eloquência. Saraswati também é adorada como a deusa do aprendizado no jainismo e em algumas seitas budistas.

Saraswati é a consorte de Brahma, e faz parte do Tridevi, junto com Lakshmi e Parvati. Ela aparece pela primeira vez no Rigveda e, em textos religiosos posteriores, ela é identificada como a inventora do sânscrito. 

Representações

Saraswati é geralmente representada como uma mulher muito bela, de pele branca como o leite. Ela possui quatro braços (algumas imagens podem mostrar apenas dois braços), que representam os quatro aspectos da personalidade humana: mente, intelecto, prontidão e ego. Em uma de suas mão ela carrega os Vedas (simbolizando todo o conhecimento) e em outra carrega um rosário. Com as outras duas mãos, ela toca a música do amor e da vida em um instrumento de cordas chamado vina. Ela é representada vestindo um sari branco - simbolizando a pureza - e montada em um cisne branco e/ou uma lótus branca. O pavão é outro animal associado à deusa.



Mitologia

Saraswati é a esposa do grande deus Brahma. No entanto, de acordo com algumas tradições, ela foi esposa de Vishnu, que também era casado com Lakshmi. Saraswati e Lakshmi não se entendiam e constantemente brigavam por ciúmes. Vishnu, então, após uma discussão entre as deusas, teria cedido Saraswati para Brahma. 

Alguns hindus acreditam que todas as criaturas nasceram da união de Brahma e Saraswati, começando com Manu, o primeiro homem. Mais especificamente, o filho de Saraswati é o rishi (sábio) Sarasvata. Nutrido pelas abundantes águas de sua mãe, Sarasvata foi capaz de resistir à Grande Seca da mitologia hindu e assim sobreviver como o receptáculo definitivo dos textos sagrados dos Vedas.

Surgimento de Saraswati I

No início da criação, havia somente o caos por toda parte. Brahma não sabia como trazer ordem a esse caos. Enquanto pensava sobre o problema, ele ouviu uma voz dizer-lhe que o conhecimento poderia ajudá-lo a alcançar a ordem. Então, da boca de Brahma surgiu Saraswati. 

Por meio dos sentidos, pensamento, compreensão e comunicação, Saraswati ajudou Brahma  a entender como transformar o caos em criação. Quando ela tocou sua vina, Brahma ouviu a música suave em meio ao rugido de comoção. O caos começou a tomar forma; o sol, a lua e as estrelas nasceram. Os oceanos foram preenchidos e as estações alteradas. O alegre Brahma então nomeou Saraswati de Vagdevi, a deusa da fala e do som. Assim Brahma tornou-se o criador do mundo, com Saraswati como sua fonte de sabedoria. 


Surgimento de Saraswati II

Nesta versão da lenda, Saraswati surgiu da testa Brahma. Brahma ficou encantado com a beleza de Saraswati e logo desejou tomá-la como sua consorte. Saraswati não gostava de suas investidas e tentou evitá-lo a todo custo, mas para onde quer que ela se movia, Brahma fazia nascer uma cabeça virada para sua direção, para que ele sempre pudesse vê-la. No fim, Brahma acabou conseguindo conquistá-la.

A Maldição de Saraswati para Brahma

Embora seja um dos mais importantes deuses hindus, Brahma raramente é adorado ativamente, e de acordo com a mitologia, isso se deve a uma maldição lançada por Saraswati. 

Certa vez, Brahma havia organizado um importante ritual de fogo para os deuses, no qual a presença de Saraswati era essencial. Ele avisou Saraswati para ter certeza de que ela estava na hora certa e não iria demorar para se preparar para o evento. Quando a hora do ritual chegou, Saraswati ainda não havia aparecido, e Brahma, envergonhado, pediu o conselho dos deuses. Os deuses lhe responderam criando uma nova esposa para ele, Gayatri, para que a cerimônia pudesse ir adiante no momento preciso. Quando Saraswati finalmente apareceu, ela não ficou muito satisfeita em ver seu marido com outra mulher e então amaldiçoou Brahma a nunca ser adorado pela humanidade (mesmo que ele seja adorado hoje em partes do sudeste da Ásia).



Adoração e Rituais

O nome de Saraswati significa "elegante", "fluente" e "aguado", e isso é indicativo de seu status como um dos primeiros rios fronteiriços arianos. O rio Saraswati, assim como o rio Ganges, flui do Himalaia e é considerado uma fonte sagrada de purificação, fertilidade e boa sorte para aqueles que se banham em suas águas. Este rio sagrado, novamente como o Ganges, se transformou em uma divindade personificada.

A deusa tem seus próprios festivais, sendo o mais notável o Saraswati Puja, realizado no primeiro dia da primavera. Durante o festival, os adoradores usam amarelo, que é associado com sabedoria e prosperidade. Estátuas da deusa também são cobertas de seda amarela, e os crentes rezam por bênçãos em suas canetas, livros e instrumentos musicais. As crianças são ensinadas a escrever pela primeira vez durante o festival, os sacerdotes brâmanes recebem boa comida e os antepassados ​​são venerados. Saraswati também é adorada junto com outras grandes deusas na celebração pan-indiana de Navaratri. Como padroeira da música, ela é frequentemente adorada por músicos antes de shows e, como deusa de atividades intelectuais, pelos alunos antes dos exames.

Epítetos

Entre os epitetos de Saraswati estão Bharati (eloqüência), Shatarupa (existência), Vedamata ('mãe dos Vedas'), Brahmi (deusa esposa de Brahma), Maha Sarasvati (origem primal), Maha Vidya (deusa do conhecimento supremo), Sarada (doadora da essência primal), Vach (deusa da voz e da fala), Vagisvari (origem da linguagem) e Vag Vadini (deusa da eloquência).


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18 de maio de 2018

Elwetritsch

۞ ADM Sleipnir

Arte de Ene Dan
O Elwetritsch (também Elwedritsch ou Ilwedritsché um suposto pássaro mítico dito originalmente habitar a região do Palatinado, no sudoeste da Alemanha. Ele é geralmente descrito como sendo uma espécie de cruzamento entre patos, galinhas e outras aves com duendes e elfos, possuindo escamas no lugar de penas e também um par de chifres semelhantes aos de um cervo. Ao longo do tempo, artistas foram adicionando outras partes a criatura, como bicos longos e seios humanos.

Semelhante a outra criatura dita habitar as florestas alemãs (o Wolpertinger), o Elwetritsch é na verdade uma grande farsa, criada para atrair e enganar pessoas. Montavam-se caçadas noturnas, onde uma pessoa era atraída para a floresta onde o Elwetritsch supostamente habita, e instruída a esperar em uma clareira com um saco e uma lanterna, enquanto um grupo de pessoas atira para o alto com o intuito de espantar a criatura.


A luz da lanterna supostamente atrairia a criatura, que quando deixasse os arbustos e fosse em direção a esta luz, seria apanhada. Enquanto a pessoa esperava, todos voltavam para o local onde se reuniram anteriormente, para esperar até que o apanhador percebesse que foi enganado. 

Os contos folclóricos do Elwetritsch foram transmitidos através da emigração para a América, e hoje em dia, festas de caça à criatura ainda existem em algumas comunidades holandesas e amish na Pensilvânia, EUA.


fontes:


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17 de maio de 2018

Meskhenet

۞ ADM Sleipnir

Arte de Joelle Douglas
Meskhenet (também Mesenet, Meskhent, Mesket ou Meshkent; "local de parto") era na mitologia egípcia uma deusa do parto, uma parteira divina e protetora da casa de parto. Ela foi personificada como o tijolo de nascimento em que as antigas mulheres egípcias agachavam-se ao dar à luz. O índice de mortalidade infantil era alto no mundo antigo, e os egípcios eram pessoas muito direcionadas para a família, de modo que o nascimento de uma criança era uma época de grande celebração, mas também um momento de nervosismo para os pais. Como resultado, eles pediam auxílio a um número desconcertante de deuses, incluindo Meskhenet. Por exemplo, a faraó Hatshepsut registrou a assistência de vários deuses em seu nascimento nas paredes de seu templo mortuário em Deir-el-Bahari, incluindo Khnum, Ísis, Néftis, Bes, Taweret e Meskhenet.

No conto de Raddjedet e seus trigêmeos (também conhecido como Khufu e o mago), o nascimento das crianças foi assistido por Khnum, Ísis, Néftis e Heqet, mas foi Meskhenet quem proclamou que cada criança se tornaria faraó. Assim, Meskhenet não era simplesmente uma parteira. Ela também era uma deusa do destino, que poderia determinar o destino de uma pessoa. Isso a conecta com Shai (o deus do destino que determina a duração da vida de uma pessoa) e a  Renenutet (deusa que dava aos recém-nascidos seu nome secreto).


Meskhenet tinha o poder de proteger bebês recém-nascidos e suas mães. Hatshepsut também afirmou que Meskhenet prometeu protegê-la "como Rá". Meskhenet também aparece nos salões de Ma'at (juntamente com Shai e Renenutet) onde ela era testemunha do caráter do falecido. Acredita-se que ela oferecia sua proteção desde o nascimento até a morte e além, e que ela também ajudava no renascimento simbólico do falecido na vida após a morte. Inscrições no templo de Khnum em Esna referem-se a "quatro Meskhenets" que acompanhavam Khnum e usavam magia para afastar os maus espíritos.

Meskhenet não era particularmente associada a nenhuma região ou cidade, e nenhum templo especificamente dedicado a ela foi descoberto. No entanto, ela aparece em tijolos de nascimento encontrados em todo o país e parece ter sido uma divindade popular e respeitada. Ela era associada à deusa vaca Hathor, outra deusa que era frequentemente representada nos tijolos de nascimento e era intimamente associada ao parto. Além disso, o símbolo de Meskhenet era composto de dois laços no topo de um traço vertical, que acreditava-se representar o útero de uma vaca. 


fonte:
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16 de maio de 2018

Gersemi & Hnoss

۞ ADM Sleipnir

Arte de Kelly Lynn
Gersemi ("ornamento","jóia") e Hnoss (ou Hnossa, "tesouro"; lê-se Nossa) são duas deusas nórdicas, filhas dos deuses Freya Odur.  Alguns as consideram aspectos da Freya.

Hnoss é atestada no Edda em Prosa e no Heimskringla, ambas obras de Snorri Sturluson, enquanto Gersemi é atestada somente no Heimskringla. As duas eram reverenciadas como deusas do amor, e eram ditas serem tão bonitas que seus nomes eram usados para nomear qualquer coisa que fosse bela ou preciosa.

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11 de maio de 2018

Agares

۞ ADM Sleipnir



Agares (também chamado Agreas ou Agaros) é, de acordo com a demonologia, um grão-duque da parte oriental do inferno, e comandante de trinta e uma legiões de demônios. De acordo com a Goetia, ele é o 2º dentre os 72 espíritos de Salomão. Algumas obras afirmam que antes da queda Agares era um anjo integrante da ordem das Virtudes.

Ele é geralmente retratado na forma de um homem velho, montado em um crocodilo e carregando um falcão em cima de seu punho.


Agares é capaz de percorrer rapidamente grandes distâncias e retornar quando requisitado. Se lhe for solicitado, Agares persegue inimigos, tanto humanos quanto espirituais, e também pode recuperar fugitivosEle também pode ensinar ao seu conjurador todas as línguas e dialetos existentes, possuindo prazer em lhe ensinar expressões imorais.

Agares pode ainda provocar terremotos, destruir dignidades temporais e espirituais e estimular o desejo de dançar nas pessoas. 
Selo de Agares

Cultura Popular


Assim como outros espíritos goetianos, Agares aparece na franquia de jogos Shin Megami Tensei. Ele também aparece no game Final Fantasy IX, onde é retratado como um mago controlando uma gárgula.

No mangá Magi: The Labyrinth of Magic, Agares é um dos djins do personagem Kouen Ren.

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Ruby