21 de fevereiro de 2018

Boraro

۞ ADM Sleipnir

Arte de Diego de la Rosa
O Boraro é uma criatura humanóide pertencente ao folclore da região amazônica colombiana. Ele é descrito como um ser extremamente alto, coberto por uma grossa pele escura e com orelhas, caninos e um pênis enormes. Semelhante ao Curupira, o Boraro possui os pés virados para trás, que o ajudam a despistar seus perseguidores.

De acordo com alguns, o Boraro também pode ser descrito como uma criatura sem dedos nos pés ou sem umbigo. Ele também não possui articulações nos joelhos, o que torna muito difícil levantar do chão caso caia ou seja derrubado.

O Boraro aterroriza os índios da bacia do rio Vaupés com seus uivos longos, que podem ser ouvidos até mesmo no fundo da selva. Se ele consegue capturar um humano, ele o enrola com os braços, apertando-o até que a sua carne se transforme em uma massa pulposa, mas sem quebrar seus ossos ou rasgar sua pele. Terminada esta etapa, ele faz um buraco na cabeça, por onde ele suga toda a polpa até que esteja completamente vazio. Então, o Boraro infla sua vítima como um balão, permitindo que ela volte para casa. A mesma, porém, acaba morrendo pelo caminho.

Arte de Diego de la Rosa

Arte de Diego de la Rosa
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19 de fevereiro de 2018

Mulher-cervo (Deer Woman)

۞ ADM Sleipnir

Arte de Sanhueza

A Mulher-cervo (Deer Woman ou Deer Lady 
em inglês) 
é um espírito nas lendas de muitos povos nativos americanos, incluindo os Sioux, Cherokee, Ojibwe, Pawnee, Seminole e Choctaw. Costuma aparecer na forma de uma bela jovem, como um cervo ou veado, ou ainda pode assumir uma forma híbrida.

Embora fosse comumente considerada um espírito benigno, associada a fertilidade e ao amor, algumas histórias retratam a Mulher-cervo como uma figura mais perigosa, que seduz os homens, especialmente os adúlteros ou promíscuos, e os guia para a morte. Ela muitas vezes desempenha um papel de bogeyman (bicho-papão), que pisoteia pessoas incautas, especialmente jovens obcecados por mulheres ou crianças desobedientes. 

Arte de Daria Nabok

Algumas pessoas dizem que esta versão mais violenta da Mulher-cervo é realmente uma mulher humana que se transformou em um cervo após ter sido estuprada, ou foi trazida de volta à vida pelo espírito original da Mulher-cervo depois de ter sido assassinada. Outros dizem ainda que ela é a mesma velha Mulher-cervo, 
e que apenas deve ter algumas boas razões para estar em pior estado de espírito hoje em dia.

Na tradição Ojibwe, ela pode ser banida através de cantos e do uso do tabaco. Outros dizem que seu feitiço pode ser quebrado ao ver seus cascos, que ainda possui em forma humana.

Arte de Alexandra Malmquist

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16 de fevereiro de 2018

Trehuaco

۞ ADM Sleipnir


O Trehuaco (ou Treguaco, literalmente "cachorro d'água" na língua mapugundun) é uma criatura pertencente a mitologia chilota, descrita como um belo animal semelhante a um cão de pelos escuros, músculos firmes e dotado de uma força extraordinária.

De acordo com a lenda, diz-se que em Chiloé, nas proximidades de Yaldad, há uma lagoa encantada, na qual o Trehuaco vive. Acredita-se que se uma mulher se aproxima dessa lagoa e recita alguns versos mágicos, as águas da lagoa se afastarão para o mar, e no centro da lagoa já seca, o Trehuaco aparece. Então, se a mulher chamar o Trehuaco, ele se aproximará rapidamente dela, e eles se relacionarão sexualmente.



Uma vez que o desejo da mulher tenha sido cumprido, e o Trehuaco esteja satisfeito, ele retornará ao centro da lagoa seca, onde começará a proferir uivos roucos, fazendo com que as águas voltem novamente para a lagoa. O Trehuaco então desaparece nas profundezas da lagoa, até que outra mulher o chame novamente para cumprir seus desejos amorosos.

Diz-se também que após o Trehuaco desaparecer, a mulher adormece, acordando mais tarde ao lado da porta de sua casa. Acredita-se também que, caso alguém surpreenda o casal incomum, o Trehuaco desaparece imediatamente, enquanto a mulher ficaria com uma grande melancolia que durará muito tempo.

O mito não esclarece a razão pela qual a jovem vai até a lagoa e invoca a criatura, e se depois dessa relação zoófila ela engravida, tornando essa uma das muitas histórias fantásticas usadas para justificar uma gravidez indesejada.

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14 de fevereiro de 2018

Saehrimnir

۞ ADM Sleipnir



Saehrimnir (nórdico antigo Sæhrímnir, literalmente "bicho marinho") é um javali que segundo a mitologia nórdica é morto e cozinhado todos os dias pelo cozinheiro dos deuses Andhrímnir no caldeirão mágico Eldhrímnir, para ser servido aos deuses Aesir e aos Einherjar (os guerreiros trazidos pelas Valquírias) nos banquetes realizados em Valhalla. Depois de comido, Saehrimnir é trazido de volta à vida novamente para que possa ser novamente cozinhado no dia seguinte. 

Andhrímnir preparando Saehrimnir
Saehrimnir é mencionado uma vez na Edda Poética (no poema Grímnismál) e duas vezes na Edda em prosa. No Grímnismál, Grímnir (que era o deus Odin disfarçado) comenta sobre a criatura:

"Andhrímnir
faz no Eldhrímnir
Sæhrímnir cozido,
a melhor carne;
e isso poucos sabem,
do que os Einherjar se alimentam."

Essa estrofe da Edda Poética não menciona que Saehrimnir é um javali, sendo apenas referido como tal por Snorri Sturluson no Gylfaginning, a primeira parte da Edda em prosa.

Arte de  Rasmus Berggreen
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12 de fevereiro de 2018

Valravn

۞ ADM Sleipnir


Valravn ("corvo dos mortos" em dinamarquês) é uma criatura sobrenatural.presente no folclore dinamarquês. É geralmente descrito como um corvo dotado de inteligência e poderes mágicos, obtidos após consumir a carne e o coração de um rei ou líder morto nos campos de batalha. Amaldiçoado, ele se torna capaz de voar somente durante a noite, e passa a buscar uma criança humana para devorar o coração. Após consumir o coração de uma criança, o Valravn ganha a habilidade de se transformar em um cavaleiro ou em um híbrido de corvo e lobo.


Uma tradicional canção dinamarquesa conta sobre um Valravn que prometeu a uma donzela que ele lhe conseguiria um marido. Em troca, a mulher ofereceu-lhe todos os tipos de riqueza, mas ele rejeitou a todos. O acordo só foi selado quando a donzela prometeu entregar-lhe seu futuro primogênito como pagamento.

Graças ao acordo firmado com o Valravn, a donzela conseguiu um marido, e após um tempo tiveram um filho. Logo, o Valravn voltou para cobrar sua promessa, levando consigo a criança e consumindo o sangue de seu pequeno coração. Como resultado, o Valravn se tornou um cavaleiro. Esta canção foi reinterpretada pela banda de electro-folk Sorten Muld em 1997, em uma música intitulada The Ravnen.



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9 de fevereiro de 2018

Pijavica

۞ ADM Sleipnir

Arte de Nathan Rosario

Pijavica
(literalmente "bebedor", também Pijawica ou Pijawika
) é uma espécie de vampiro pertencente ao folclore sérvio/croata. 
Normalmente masculino, este vampiro é criado quando uma pessoa que cometeu incesto com sua própria mãe morre, embora uma pessoa que tenha sido particularmente malvada em vida também possa retornar como esse tipo de vampiro. Ao renascer, o Pijavica primeiro atacará sua família e depois seus descendentes, matando cada pessoa pertencente a sua árvore genealógica, até que ela seja extinguida. Somente após matar todos os membros de sua linhagem familiar, ele passará a atacar outras pessoas. 


O Pijavica é um vampiro muito rápido e extremamente forte. Ele possui o poder de ler mentes e também tem o poder da sugestão. Além disso, ele tem a capacidade de detectar os membros de sua família, independentemente da distância da relação.

Ele só pode ser impedido de entrar em uma residência se as entradas da mesma forem untadas com uma mistura de alho e vinho. Ele também é um vampiro difícil de ser morto. Queimá-lo até sobrar apenas as cinzas ou decapitá-lo e enterrá-lo com a cabeça entre as pernas são métodos eficazes de derrotá-lo, porém dependem que ele esteja vulnerável, de preferência, antes de deixar sua cova.


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Ruby